AJUDA DE aquariofilia marinha - REEFFORUM

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Introdução

Você estará a interrogar-se: "Será que um aquário de água salgada é para mim?".
A maior parte das pessoas acreditam que manter um aquário marinho é infinitamente mais difícil que um de água doce. Não é assim. A verdade é que um aquário de peixes e invertebrados de água salgada não é necessariamente mais difícil de manter, apenas têm diferentes requisitos e os erros trazem consequências mais graves

Iniciação aos Aquarios de Água Salgada

INICIAÇÃO AOS AQUARIOS DE ÁGUA SALGADA
(Artigo de Rui Ferreira de Almeida)

Antes de nos iniciarmos neste apaixonante Hobby devemos ler muito, fazer perguntas ,nos fóruns e nas lojas, ver vários aquários, pedir conselhos ,orçamentos( 2 ou 3 em lojas distintas e avaliar as diferenças , nem sempre o mais barato é melhor) e tentar estabelecer uma relação de confiança com uma ou 2 lojas.

Se não temos dinheiro para montar um aquário grande como deve de ser, mais vale fazer um mais pequeno do que baixar duma qualidade mínima, susceptível de comprometer o bem estar dos peixes e dos corais e de nos levar a desistir.

Devemos antes de mais nada praticar uma aquariofilia ética e responsável com respeito pela natureza e pelos animais que queremos manter.

- Peixes
Peixes anjo, borboleta , palhaços, donzelas etc. Mas em aquariofília marinha geralmente os peixes e corais são conhecidos pelo seu nome cientifico. Antes de os adquirirmos temos que ter em conta as suas necessidades. Existem peixes que simplesmente não se conseguem manter em aquário devido à sua dieta altamente especifica. Temos também que ter em conta o seu crescimento, necessidade de espaço e compatibilidade com outras espécies. Os peixes de água salgada são muito mais territoriais
Para saber o que precisamos , é necessário antes de tudo determinar o espaço disponível, quais os peixes e corais que queremos manter e qual o máximo que pretendemos gastar. É claro que existem equipamentos indispensáveis aos quais não poderemos fugir sem estarmos a colocar em causa o bem estar dos peixes e corais.

- Peixes “reefsafe”Peixes que não comem corais e outros peixes
- Corais moles
Corais sem esqueleto calcário, anémonas
- Corais duros LPS Corais com esqueleto calcário de pólipos grandes
- Corais duros SPS
Corais com esqueleto calcário de pólipos pequenos. Geralmente precisam de muita luz e circulação e de águas muito limpas , pobres em nutrientes.
- Outros invertebrados
Camarões, caranguejos , caracóis, vermes tubo , ouriços, estrelas ,etc - Macroalgas
São algas do tipo da Caulerpa e Chaetomorpha que se usam nos refúgios
- Microalgas
São as algas que fazem a vida negra aos aquarioflistas de recife porque invadem o aquário ,matando os corais , acabando por o dominar. O objectivo principal do aquariofilista de recife é manter estas algas controladas através da redução da matéria orgânica, dos fosfatos e nitratos.
# Algas filamentosas( algas verdes que parecem cabelos);
# Cianobactérias ( algas viscosas, vermelhas acastanhadas , verdes ou negras que fazem uma espécie de lençol sobre o substrato e a rocha viva);
# Diatomáceas ( pó acastanhado sobre o substrato e a rocha viva )
AQUÁRIO

- Tamanho
Quanto mais volume tiver um aquário mais fácil é de manter porque perdoa mais as asneiras através da diluição. Ou seja , é mais estável porque as variações levam mais tempo a acontecer. No entanto podemos ter aquários bem sucedidos com apenas 50 litros de água. Os aquários maiores permitem-nos ter mais espécies e sobretudo espécies de peixes que necessitam de mais espaço. A desvantagem do tamanho é que os custos são proporcionalmente maiores ,sobretudo em termos de iluminação e rocha viva.

- Forma
Geralmente são rectangulares .A altura não deve exceder os 80 cm, idealmente os 60 cm . aquários altos são difíceis de manter, iluminar, oxigenar e decorar. Deve ser o mais largo possível para tirarmos partido da decoração acentuando o efeito de profundidade e ter mais espaço para colocar corais mais bem iluminados.

- Furado ou não
Isto depende se queremos ter sump ou não . Se optarmos por sump ,o que é sempre melhor , podemos furar o aquário no fundo , no meio ou a um canto e fazer uma coluna seca( caixa de vidro á volta do furo com um “pente” por cima por onde escoa a água ) para que a camada superficial da água decante libertando-se daquela irritante película de óleo e poeiras que vemos á superfície dos aquários sem sump. A altura coluna seca vai determinar a altura da água no aquário e dar protecção para que se faltar a electricidade a água do aquário não baixar para além da coluna seca.
As colunas secas tendem a fazer barulho quando a água escoa mas isto pode ser minorado através da construção de um Durso - http://www.aurx.net/saltwater/durso.html
Se não quisermos fazer coluna seca podemos furar o aquário em cima e colocar uma “pinha “ de protecção.
Em qualquer dos casos o furo de saída deve ter pelo menos 40mm idealmente 50 e em aquários grandes devemos fazer mais do que um. Se não quisermos ou não pudermos furar também podemos colocar um “ overflow” .Existem alguns modelos fiáveis à venda nas lojas de aquariofilia.

- Tapado ou não
Não se usam aquários tapados em água salgada devido ao aumento da temperatura, à dificuldade de iluminação ( só poderíamos usar fluorescentes) e á dificuldade de oxigenação ( acumulação de CO2) que isso acarretaria .

Sump-

O que é ? –
A sump não é nenhum filtro por si só . É apenas um reservatório que funciona como uma extensão do aquário. Não é fundamental mas é muito útil. Existem muitos aquários de sucesso sem sump.

- Vantagens
# aumenta o volume de água
# permite esconder o equipamento( aquecedores, bombas, reactores, escumador etc ) para não estar no aquário principal
# faz decantação dos sedimentos , tornado mais fácil a sua remoção por aspiração.
# há quem aproveite uma parte as sump para fazer um refugio

TEMPERATURA

- Ideal entre 24 e 26 º. Acima de 28 teremos problemas com os corais nomeadamente com o branqueamento dos SPS.
- Aquecimento . Devemos usar geralmente um termostato ou melhor dois que assegurem cerca de 0,5 W por litro . Par aquecer a 25 º será geralmente suficiente no nosso país.
- Refrigeração. Geralmente temos que usar ventoinhas no verão, dirigidas para a superfície da água para aumentar a evaporação e arrefecer a calha de iluminação ( nomeadamente as lâmpadas HQI produzem muito calor ). Se não for suficiente teremos que comprar um refrigerador para aquários.

ILUMINAÇÃO

- Intensidade luminosa – medida em lumens
- Potência – Medida em wats. Utilizemos como referência um W por litro de água para aquários de recife com corais duros . Claro que isto depende da altura do aquário . Aquários muito altos( superiores a 60 cm de altura) exigem mais iluminação (para atravessar a coluna de água )
- Temperatura de côr- medida em graus kelvin – diz-nos se a cor da luz é amarela, branca ou azulada . Quanto maior o nº de Kelvins mais azul é a luz .
Luz amarela ,mais próxima da luz solar – aproximadamente 6500 K;
Luz branca , quando a luz solar entra na água vai ficando progressivamente mais branca – 10000 K
Luz branca azulada – 14000 K
Luz azul intenso – actínica 20000 K

Exemplo- Aquário de 200 litros ,isto é de 120x40x50 cm

- fluorescentes T8 –
Poderão servir para aquários só de peixes ou aquários inferiores a 40 cm de altura apenas com corais moles. Imaginem quantas lâmpadas necessitaríamos para o nosso exemplo- cerca de 6 de 115 cm ou seja de 34 W para atingir a tal referência de 1 W por litro. Não cabiam em 40 cm de largura do aquário.

- fluorescentes T5
Servem para aquários de recife até 60 cm de altura.
Comparativamente às T8 têm cerca do dobro da potência em W para o mesmo comprimento. Por exemplo uma T8 de 150 cm tem 40 W enquanto uma T5 com o mesmo comprimento tem 80W. Logo precisaríamos de metade das lâmpadas para obter a mesma potência.

- Power compact ( Pl )
Para efeitos práticos são semelhantes, em termos de utilização , às T5 .Aliás simplificando, são T5 dobradas em U. São aquelas lâmpadas que conhecem os como economizadoras de energia.

- HQI
São as chamadas lâmpadas de Iodetos metálicos. Existem com 70, 150, 250, 400, 1000 W. As mais utilizadas são as de 150 W e em aquários mais altos e com corais duros SPS usamos as de 250 e até de 400 W.
Com HQI conseguimos obter a maior concentração em termos de potência e intensidade luminosa . No nosso exemplo do aquário com 200 litros bastariam 2 lâmpadas de 150 W para termos um aquário para todo o tipo de corais. Estas lâmpadas colocam-se a cerca de 30 cm da superfície da água.

FILTRAÇÃO

- filtros externos
Não se usam em aquários de recife a não ser para uma filtração química com carvão e esponjas de fosfatos
- filtração mecânica
Geralmente não se usa esponjas nem lã de vidro . Podem ser usadas mas devem ser limpas ou substituídas pelo menos uma vez por semana para não reter a matéria orgânica ,impedindo-a de ir para o escumador.
- filtração química
Usam-se frequentemente carvão activado e produtos anti-fosfatos - filtração biológica
É assegurada pela rocha viva e areia do substrato. Não são necessárias bio-bolas e cerâmicas adicionais em aquários de recife. Em aquários apenas de peixes com pouca rocha viva podem e devem ser utilizadas.
Não nos podemos esquecer que o escumador é uma peça fundamental num aquário de recife. Retira a matéria orgânica, antes mesmo de ela se transformar em amónia o que reduz a necessidade de confiar apenas numa filtração biológica.
- escumador
Equipamento que mistura a água e o ar a grande velocidade produzindo microbolhas que adsorvem a matéria orgânica , fazendo subir a espuma carregada de lama numa coluna de água dentro câmara do escumador para um copo que se vaza regularmente. A água salgada devido á sua tensão superficial permite esta formação de espuma. Isto é um efeiro semelhante que observamos quando o mar está agitado e se forma aquela espuma acastanhada e gordurosa que se deposita na praia.
O escumador é também um dos mais potentes oxigenadores da água.

CIRCULAÇÃO

O nosso objectivo é imitar as correntes e fazer com que a agua passe pela rocha viva e substrato varrendo os sedimentos e transportando-os até ao escumador. A agitação da água permite também a sua oxigenação, fomentado as trocas gasosas à superfície. A circulação de 20 a 30 vezes o volume de água do aquário.
Os aquários de corais duros SPS querem mais circulação . Os corais moles e os duros LPS gostam de uma circulação mais moderada. Teremos que jogar com a colocação dos corais conforme as suas preferências.
Para simularmos correntes devemos recorrer a “wave makers “ ou a bombas electrónicas pulsáteis como as famosas Tunze.

ROCHA VIVA

A rocha viva não é mais do que os esqueletos calcários de corais mortos arrastados pelas correntes que se encontram na periferia dos recifes e estão cheios de microorganismos sejam eles bactérias, zooplancton, e pequenos ofiuros, crustáceos esponjas, algas etc.
Durante o transporte até aos nossos aquário por vezes decorrem 3 dias ou mais. Durante este tempo grande parte destes organismos morrem e entram em decomposição. Por isso a rocha não pode ser logo colocada no nosso aquário , a não ser que não tenhamos lá nada vivo ainda. Por isso arocha tem que ser curada á parte num recipiente com muita circulação e escumador. Claro que uma rocha de qualidade é aquela que foi removida do mar pouco antes de ser transportada, foi bem embalada e cujo transporte foi o mais curto possível de modo a preservar a maior quantidade de vida possível.

È um dos componentes fundamental do aquário a para do escumador, iluminação e circulação. Devemos comprar rocha de boa qualidade ( Indonésia premium ou Fiji premium) bem colonizada e já curada. A rocha das caraibas é geralmente mais barata mas é menos porosa ,menos colonizada, e com formas menos atraentes. Devemos usar cerca de 18 % do volume do aquário em rocha viva .Se formos muito pacientes e estivermos dispostos a esperar mais uns 3 três meses antes de colocar peixes e corais podemos optar por colocar uma parte, digamos metade, de rocha morta e esperar que colonize. A rocha viva de qualidade é cara e ronda os 16 a 18 euros mas é um bom investimento e temos que pensar que estamos a comprar o filtro biológico do nosso aquário, a decoração o local de esconderijo e alimento para os peixes e o suporte para colocarmos os nossos corais.

SUBSTRATO

Areia ou areão que colocamos no fundo do aquário. Tem uma função decorativa, química e biológica. Serve de suporte para fixação das bactérias nitrificantes( oxidam a amónia e os nitritos em nitratos ) nas camadas superficiais e desnitrificantes ( reduzem os nitratos)nas camadas mais profundas anaeróbicas. É aconselhável usarmos um substrato á base de aragonite embora possamos usar areão de coral esmagado. No entanto aragonite ajuda a manter o pH da água. A camada de areia pode ser de apenas 2 ou 3 cm ou podemos fazer uma DSB ( deep sand bed ) ou seja uma camada de areia profunda , superior a 7,5 cm para explorar melhor a capacidade de disnitrificação. Esta camada maior é geralmente feita de areia fininha ( sugar size). Temos de ter cuidado de manter as camadas superficiais desta areia mexida através do uso de animais detritivoros, como pequenos búzios , ofiurus, camarões e pequenos crustáceos.
As DSB funcionam melhor num refugio ou lagoa em comunicação com o aquário mas isolados.

REFUGIO

Aquário à parte geralmente mais pequeno partilhando a mesma água onde podemos criar pequenos microrganismos como pequenos crustáceos que servem de alimento aos peixes e corais quando caem para o aquário principal arrastados pela água de escoamento ( para isso o refugio deve estar acima do nível de água do aquário) No refugio podemos também cultivar algas como a Caulerpa ou a Chaetomorpha que nos permitem remover nutrientes indesejáveis como os nitratos e fosfatos )
Os refúgios não são indispensáveis mas ajudam.

REACTOR DE CÁLCIO

Aparelho que permite adicionar cálcio e carbonatos à água que são consumidos pelos corais . A sua utilização justifica-se em aquários grandes com muitos corais duros. È caro e necessita CO2 para dissolver o carbonato de cálcio.

OSMORREGULADOR

Aparelho que permite repor automaticamente a água doce água evaporada através de um sensor de nível e um deposito com uma bomba.. A manutenção da salinidade é fundamental . não nos podemos esquecer que só a água doce evapora e se não a repusermos diariamente , duma forma manual ou automática os nossos peixes e corais poderão morrer.

REACTOR DE KALKWASSER

Aparelho que permite adicionar Kalkwasser ( hidroxido de cálcio ) juntamente com o osmorregulador. Permite adicionar cálcio e iões OH- que ajudam a poupar a reserva alcalina ( carbonatos ). Quem não tem um reactor nem osmorregulador dissolve umas colheres de Kalkwasser num garrafão com água e adiciona com um sistema gota a gota todas as noites ou de manha para manter o pH.
Osmose Inversa – Aparelho que permite purificar a água da companhia usada para fazer a água salgada e para repor a água evaporada . em muitos locais do país a água da companhia tem excesso de nitratos, fosfatos, silicatos e ate metais pesados que deterioram a qualidade da nossa água.

QUÍMICA DA ÁGUA E TESTES

- Amonia – devem estar a 0
- Nitritos- devem estar a 0
- Nitratos – não devem exceder 10 mg /l no aquário de recife
- Fosfatos- devem ser inferiores a 0,03 mg / lt
- Alcalinidade ou kH – deve ser superior a 3,5 meq ou a 9 kH
- PH – deve estar entre 8 e 8,5
- Cálcio- deve ser superior 380 mg/l
- ORP ou Potencial redox – deve ser superior a 250mv
- Densidade entre 1,024 e 1,026 num aquário de recife

DOENÇAS E PRAGAS

Devemos comprar peixes que estejam a comer sem sinais de pontos brancos ,manchas e barbatanas roídas, numa loja da nossa confiança. Devemos ter um aquário de quarentena e hospital .

MANUTENÇÃO

- TPA’s – trocas parciais de água . Como orientação devemos mudar 10 a 20 % da água de 15 em 15 dias.
- Limpeza de vidros- Usar um íman e um raspador de algas
- Limpeza do copo do escumador- uma vez ou 2 ves por semana
- Testes- sempre que há problemas , algas ou vamos introduzir peixes
- Remoção de sedimentos- sifonar o areão ou aspirar a sump de 15 em 15 dias.
- Troca do carvão e da esponja de fosfatos - Conforme os testes e a cor e turvação da água.

Rui Ferreira de Almeida

Antes de Comprar os Peixes

Comprando os Peixes

Contributo de Mark Rosenstein e Tom Sasala
Tradução de Miguel Figueiredo

É fácil fazer erros na montagem do seu primeiro aquário de água salgada. Quer seja pela saúde dos peixes quer pela sua carteira, comece apenas com poucos peixes, resistentes e baratos. A maior parte dos peixes de água salgada são apanhados na natureza em vez de criados em castiveiro, portanto os seus erros têm impacto nos oceanos!

Donzelas
Os melhores peixes para principante são as donzelas. Estes peixes são resistentes e capazes de aguentar piores condições de água que a maioria dos outros peixes de água salgada. Não são esquisitos na comida e são razoavelmente baratos. O lado negativo é que são bastante agressivos. Um ou dois poderão co-existir num aquário. Irá haver muita luta se você inserir mais. Os fornecedores conseguem pôr muitos nos seus aquários porque mantém um povoamento tão grande que nenhum dos peixes consegue estabelecer um território. Isto não é aceitável por grandes periodos de tempo. Para desbravar caminho num aquário novo o melhor são realmente as donzelas. Se você pensa adicionar outros peixes agressivos então pode ficar com as donzelas. Se quiser manter peixes tímidos ou delicados então deve levar as donzelas de volta à loja assim que o aquário esteja pronto para receber mais peixes.
Algumas donzelas, como a donzela azul e as donzelas de cauda amarela, não são tão agressivas como outras, como as donzelas de três riscas e as donzelas dominó. Em todo o caso, as donzelas serão certamente as melhores espécies para começar.

Mollies
Alguns perferem começar um aquário com molinésias, aclimatadas a água salgada. Isso dá-lhe o benefício de começar com peixes baratos e habituar-se a manter a salinidade e o pH em peixes não muito sensíveis. Embora seguro, você não irá adquirir muita experiência de água salgada desta maneira.
Se você comprar mollies para o seu aquário de água salgada pode aclimatá-las colocando água salgada no saco de transporte durante um periodo de 6 a 8 horas, removendo alguma da água quando o saco ficar muito cheio. Lentamente aumentando a salinidade dá tempo às mollies de se acostumarem ao novo meio. Pode-se manter as mollies no aquário depois do ciclo mas qualquer peixe agressivo irá continuamente perseguir as passivas mollies.

As molinésias são criadas em cativeiro.

Peixes Palhaço
Os Peixes Palhaço, aparentados com as donzelas, são bastante resistentes. Porém, tornam-se mais difíceis de aclimatar a um novo aquário. Os palhaços, em geral, são muito territoriais mas, para além disso, não são agressivos, excepto para outros palhaços. Eles desembaraçam-se bem sem a anémona, o que é positivo, dado que as anémonas são muito mais díficeis de manter. As anémonas requerem uma água muito limpa e luz de alta qualidade. Além disso, cada espécie de palhaço perfere uma espécie de anémona particular e nenhum deles habita normalmente nas baratas e fáceis de manter anémonas das Caraíbas.
Alguns palhaços são criados em cativeiro.

Gobies
Estes pequenos peixes são resistentes e provavelmente não causarão problemas com os outros peixes do aquário. Alguns deles mostram muita personalidade, embora fiquem perdidos em aquários grandes. Muitos destes peixes são adições excelentes para ajudar a controlar as algas. Porém, outros alimentam-se peneirando o substrato e são muito difíceis de manter alimentados num aquário apenas de peixes (por exemplo, o peixe mandarim).

Cirurgiões
Os cirurgiões são bastante resistentes, embora sejam muito susceptíveis ao ictio de água salgada. Como comedores de algas que são, torna-se útil introduzi-los quando o seu aquário começar a desenvolver algas. Têm que ser alimentados com vegetais se não existirem algas adequadas a crescer no aquário (algas verdes). Muitas espécies de cirurgiões são frequentemente encontrados a preços razoáveis.

Peixes leão/peixes gatilho
Se você está a montar um aquário para peixes grandes e agressivos então pode começar com peixes leão/peixes gatilho porque são resistentes. Porém erros com eles podem ser muito dispendiosos, talvez você perfira praticar em peixes mais baratos e fáceis. Além disso, peixes carnívoros como os gatilhos e os leões devem ser bem alimentados. Em particular, muita gente alimenta os leões a peixes vermelhos. Isto é uma má prática porque os peixes vermelhos e os peixes de água doce em geral não fornecem a mesma nutrição que os peixes de água salgada. Alimentar peixes de água salgada com comida de água doce pode causar a falha prematura do fígado e a morte dos peixes.

Anjos e peixes borboleta
Estes peixes têm que ser ignorados e deixados na loja. São delicados e difíceis de manter. Muitos dos peixes borboleta têm dietas especializadas que os tornam difíceis de manter em cativeiro.
Peixes-morcego são também peixes que devem ser evitados.

Outros
Outros peixes de água salgada que podem ser tentados uma vez tendo controlo sobre o âmbiente do aquário são os peixes-falcão e grammas. Alguns são mais difíceis que manter que outros mas nem de perto tão difíceis como anjos e peixes-borboleta.

Peixes de que se deve manter afastado
Todos os peixe anjo, todos os peixe-borboleta, peixe-tubo, cavalos marinhos, peixe de nariz comprido, enguias azuis, peixe rocha, e "Moorish Idols". Os peixe Mandarim devem também ser evitados em aquários que não são de recife (são difíceis de alimentar).

Invertebrados para Principiantes
Muita gente acredita que os invertebrados são apenas para aquário de mini ou micro recife. Não é assim. Existem alguns invertebrados que se dão bem em aquários que não são de recife. Porém não há muitos invertebrados que devam ser tentados por aquariofilistas inexperientes. Em baixo está um breve sumário dos invertebrados resistentes disponíveis ao aquariofilista.

Camarões
Existem muitos camarões disponíveis no mercado, a maior parte deles é perfeitamente adequada para um aquário de água salgada pouco povoado. De facto, alguns camarões são mais adequados para aquários de peixes e invertebrados que para recife, dado que gostam de comer corais.
Entre os mais populares camarões encontram-se o Camarão Limpador Lysmata amboinensis, o Camarão Vermelho Lysmata debelius, o Periclimenes brevcarpalis e o Camarão Coral Stenopus hispidus. O Camarão Limpador é identificável por uma faixa vermelha sobre branco no meio do dorso. São razoavelmente baratos e fáceis de manter. Devem, porém, ser mantidos em grupos pequenos (3-4), dado que isto os torna mais sociais e mais propensos a mostrarem-se. O Camarão Vermelho é vermelho intenso com pintas brancas. O Camarão Coral é muito popular em aquariofilistas de recife mas é preciso vigiá-lo com peixes pequenos. Este camarão é conhecido por comer pequenos peixes sem pensar duas vezes.

A maioria dos camarões são necrófagos e não precisam de ser constantemente alimentados (costumam comer os restos que os peixes deixam cair). Se os seus peixes consomem a maior parte da comida antes que esta atinja o fundo do aquário então alguma comida extra deve ser dada aos camarões depois dos peixes terem sido alimentados ou à noite (a maior parte dos camarões é nocturna). Os camarões aceitam prontamente a maioria das comidas congeladas e das comidas secas (artemia, flocos, etc).

Evite os camarões Arlequim Hymenocera sp. porque as estrelas-do-mar são a única fonte da sua alimentação.

Caranguejos
Existem muitos tipos diferentes de caranguejos mas as variedades mais frequentes são os Caranguejos Anémona Neopetrolisthes ohshimia, os Caranguejos Seta Stenorhynchus seticornis e os Caranguejos Ermita Dardanus megistos. Os Caranguejos Anémona vivem em anémonas, tal como os Peixes-Palhaço, e variam imenso na cor e no formato. São normalmente adquiridos indirectamente quando se compram anémonas mas algumas vezes são vendidos separadamente. Estes caranguejos devem ter uma anémona hospedeira para que se sintam bem. Os Caranguejos Seta são animais muito interessantes mas devem ser mantidos apenas um por aquário, senão irão lutar continuamente. Pelo mesmo motivo, não devem ser mantidos com Camarões Coral. Os Caranguejos Ermita são também interessantes e variam em cor e tamanho. A maioria é passiva mas alguns comerão corais e outros invertebrados.
Os camarões são geralmente omnívoros e estão prontos a aceitar as mesmas comidas que os peixes. Tal como os camarões, os caranguejos só comem a comida que chega ao fundo do aquário. Portanto, assegure-se que alguma comida chega aos caranguejos.

Ouriços-do-mar e Estrelas-do-mar
A maioria dos Ouriços-do-mar e das Estrelas-do-mar é adequada a principiantes que tenham uns meses de experiência. Mais uma vez, são seres que variam muito no tamanho, formato e cor. Atenção, alguns Ouriços-do-mar são venenosos. A maior parte dos Ouriços e das Estrelas-do-mar alimentam-se de detritos, algas e de pequenas particulas de comida que tenham caido ao seu alcance.

Anémonas
Em termos simples, as anémonas não devem ser mantidas por principiantes (desculpem, rapazes). Todas requerem luz muito forte e condições de água excelentes. Não acredite se o homem da loja disser outra coisa. A menos que esteja disposto a investir uma quantidade de dinheiro em iluminação apropriada, não tente manter anémonas.

Algumas notas àcerca de invertebrados
Os invertebrados são muito sensíveis à qualidade da água. Sinais de stress devidos à fraca qualidade da água são normalmente exibidos em primeiro lugar por invertebrados. Portanto, camarões e outros invertebrados nunca devem ser usados para fazer o ciclo. Além disso, você nunca deve adicionar um invertebrado a um aquário doente ou a um aquário que não tenha parâmetros de qualidade da água estáveis (como pH, temperatura, etc).
Outros aspectos a ter em conta: Os camarões necessitam de iodo para se desenvolverem bem, assim como cálcio. Se você não mudar a água regularmente (ao contrário do que devia fazer) ou se não os alimentar regularmente com comida viva ou congelada então pode precisar de adicionar um suplemento de iodo à água. Sem níveis apropriados de iodo os camarões não se formam correctamente e irão provavelmente morrer. Além disso, o cobre mata os invertebrados a concentrações muito mais baixas que os peixes. Se usou alguma vez cobre no aquário então NÃO INSIRA invertebrados. Você nunca será capaz de remover todo o cobre suficiente para manter os os invertebrados vivos e felizes. Finalmente, os caranguejos mais tarde ou mais cedo irão crescer demais para o sua concha. Portanto, irá precisar de lhes fornecer uma concha maior (eles normalmente experimentam várias antes de se ligarem a uma, irá precisar de pelo menos duas).

Invertebrados de que se deve manter afastado
Tridacnas (precisam de luz forte). Bivalves Fogo (são quase impossíveis de manter em aquário dado que se alimentam por filtragem da água). Polvos, chocos e lulas (têm um tempo de vida muito reduzido), nudibranquios (são muito difíceis/impossíveis de alimentar), corais duros e moles (precisam de luz muito forte) e "sea squirts" (podem libertar toxinas venenosas na água).

Selecionando um peixe de água salgada
Dado que os peixes de água salgada são geralmente mais dispendiosos que os de água doce, você faz uma aposta maior em mantê-los vivos a longo prazo. Deve compreender que a maioria dos peixes que vê nas lojas estavam a nadar no vasto oceano à apenas uma semana atrás. Como tal, o stress da captura e do transporte pode detriorar os processos biológicos do animal.
O aspecto mais importante quando se adquire um peixe é evitar ser vencido pelo impulso de compra. Antes de comprar um peixe você deve perguntar "Posso mante-lo feliz?". Manter simplesmente o peixe ou invertebrado não significa que ele está feliz. Cinquenta peixes-vermelhos podem viver num aquário de cinquenta litros mas certamente não serão felizes ou saudáveis. Comprar um peixe do qual você não sabe nada e só depois perguntar se o pode manter é um hábito muito mau. Além disso, por duro que pareça dizer isto, não se sinta como se estivesse a fazer um favor a um peixe doente ao levá-lo para casa. Se você tiver espaço e tempo para tratar o peixe doente então sugiro que auxile o ambiente e cuide desse peixe em vez de o deixar morrer. Porém, se você vai apenas meter o peixe no aquário principal porque não tem tempo ou a inclinação para montar um aquário de quarentena, então esqueça. Só resultaria na morte do peixe e no tornar mais leve a sua carteira.

Uma vez você decida por um peixe em particular não tenha receio de pedir na loja para o reservar. Uma boa loja loja irá sempre reservar o peixe para si (não apoie lojas que não o façam!). Além disso, peça para ver o peixe comer. Se o peixe estiver saudável e a comer então muito provavelmente é um bom espécime. Finalmente, observe o peixe atentamente, procurando pontos, padrões irregulares, escamas perdidas e feridas. As barbatanas rasgadas irão geralmente curar-se e não são grande problema.

Levando os Peixes para Casa
Uma vez os peixes em casa deve colocar o saco no aquário de destino, deixando assim que a temperatura se iguale. Após cerca de meia hora, deve adicionar 1/4 de chavena de água do aquário ao saco. Repetir este processo uma vez a cada 15 minutos durante uma hora, removendo alguma água se o saco ficar demasiado cheio. Qualquer água removida deve ser deitada fora. Irá possivelmente conter parasitas ou outras coisas desagradáveis. (N.T.: Assim que o saco é aberto convém fazer borbulhar ar no seu interior, por intermédio de uma bomba de ar e de um difusor, para evitar a falta de oxigénio). Quando você tiver aclimatado o peixe à química do aquário, existem as seguintes opções: Pode colocar o peixe directamente no aquário principal e esperar pelo melhor, pode dar-lhe um mergulho em água doce e então colocá-lo no aquário principal ou pode colocá-lo no aquário de quarentena.

O melhor cenário é dar ao peixe um mergulho em água doce e colocá-lo no aquário de quarentena. Mantenha o peixe no aquário de quarentena durante duas semanas e esteja atento a sinais de doença. Se o peixe ficar doente você pode medicar o aquário de quarentena sem ter que afectar a química do aquário principal. Se você fizer uma quarentena deve, obviamente, aclimatar o peixe à química do aquário de quarentena, em vez do aquário principal.

Se não usar o aquário de quarentena então é uma excelente ideia dar-lhe um banho de água doce antes de o colocar no aquário principal. O banho de água doce provoca que quaisquer parasitas presos ao peixe se soltem e permaneçam na água doce (para ter uma morte solitária). De outra maneira os parasitas entregues a si próprios irão rapidamente reproduzir-se nas condições de cativeiro e infectarão todos os peixes do aquário.

Para dar a um peixe de água salgada um mergulho de água doce prepare um recipiente com água doce sem cloro com uma química parecida com a do aquário de destino. Isto é, assegure-se que o pH e a temperatura são tão parecidas quanto possivel com a do aquário (isto é critico!). Remova o peixe do saco e coloque-o no recipiente por 3 a 5 minutos. Vigie o peixe de perto, procurando sinais de stress. Se o peixe pára de se mover ou começa a flutuar, retire-o imediatamente e coloque-o no aquário de destino (o aquário de quarentena ou o principal).

Ao colocar o peixe no banho de água doce nunca o despeje para o recipiente. Utilize um tupperware ou uma rede para apanhar o peixe e para o colocar no banho. A água da loja nunca deve ser introduzida no banho de água doce ou em qualquer um dos seus aquários. Esta água contem habitualmente todos os tipos de doenças desagradáveis e micro-organismos.

Se colocar o peixe no aquário principal e ele aparecer com uma doença então deve removê-lo imediatamente para um aquário de quarentena. Não se arrisque a espalhar a doença aos outros peixes (embora possa já ser demasiado tarde).

Sucesso a Longo Prazo

Tradução de Miguel Figueiredo

Manutenção em Água Salgada
O processo de ciclo será sem dúvida o tempo de maior tensão para você e para o seu novo aquário. Portanto, a seguir está um guia para os primeiros dias e meses.
Ao longo das primeiras 4 a 6 semanas o seu aquário irá demonstrar o típico processo de ciclo (o qual é descrito em detalhe na FAQ DO PRINCIPIANTE). Durante este tempo crítico você deve vigiar cuidadosamente a amónia e os nitritos no aquário. Se os peixes parecerem afectados (correndo de um lado para o outro, ofegando por oxigénio, ou permanecendo imobilizados) uma mudança de água parcial pode ser adequada. Se os peixes parecerem muito mal pode ser preciso que ser passá-los para outro aquário até que a toxicidade do aquário se reduza. Você deve sempre manter à mão água sem cloro e com sal previamente misturado, para imprevistos.

Em conjunto com a monotorização da amónia e dos nitritos, você deve estar atento ao pH (alias, deve sempre vigiar o pH e não apenas no processo de ciclo). O pH tenderá a cair ao longo do tempo e precisará de ser aumentado. A maneira mais fácil de subir o pH é através da adição de bicarbonado de sódio. Dissolva uma colher de sopa de bicarbonato de sódio numa chávena de água sem cloro e lentamente adicione-o ao aquário. "Lentamente" significa no decorrer de uma hora ou duas. O bicarbonato de sódio irá provocar uma queda de pH a curto prazo mas irá elevar o pH a 8.2 ao longo do tempo.

À medida que o tempo passa, a água irá evaporar do aquário e precisará de ser reposta. A água que evapora é água doce e precisa de ser substituida também por água doce. Você nunca deve usar água salgada para água de reposição (a menos que queira aumentar a salinidade do aquário).

À medida que o aquário matura, as algas começarão a crescer (normalmente cerca da semana 2 ou 3). Tipicamente as algas castanhas, também conhecidas por diatomácias, serão as primeiras a aparecer no aquário. As algas castanhas irão geralmente cobrir tudo e precisarão de ser limpas todas as semanas. Com o tempo as algas verdes devem ultrapassar as diatomácias e as algas castanhas desaparecerão. Se isso não acontecer, talvez não exista luz suficiente para que as algas verdes vençam as diatomácias.

Após o aquário completar o ciclo será tempo da primeira grande mudança de água. Embora a quantidade de água mudada seja consigo, deve ser uma porção significativa de água. Algo como 40% a 50%, com 100% de água a não ser raro. Quando se muda a água o areão deve ser também limpo. Existem muitos modelos de aspirador de areão disponiveis no mercado.

A química da água nova deve ter tão próxima como possível da água do aquário. O pH deve estar dentro de uma variação máxima de 0.2 e a temperatura deve deve estar dentro de 0.5 C. É preferível ter a água mais qente do que mais fria (imagine um duche frio e saberá como os peixes reagirão a uma mudança com água mais fria).

Após a primeira mudança de água você deve estabelecer uma calendário de manutenção regular. Algo como mudança de água mensal, remoção semanal de algas e alimentação duas vezes por semana será normal.

Uma nota sobre a nutrição: Os peixes de água salgada precisam de dietas variadas. Alimentar constantemente os peixes a flocos pode fornecer todas as vitaminas e minerais necessários mas pode resultar em deficiencias de nutrição de vária ordem. Alternando entre camarão curtado, ameijoa, flocos e artemia viva ou congelada será uma boa combinação. Peixes herbívoros, como os Cirurgiões Amarelos, também gostam de alface ou Nori (uma alga vendida nos mercados orientais) com uma base regular.

Conversão para Água Salgada
Uma das questões mais frequentes nos newsgroups é como converter de água doce para água salgada. Que equipamento precisa de ser substituido, que equipamento precisa de ser comprado, etc. A maior parte do equipamento usado em água doce pode ser usado num sistema de água salgada, com algumas excepções. Você deve começar por substituir o areão por algum tipo de material calcário. Exemplos são o coral esmagado, dolomite ou aragonite. Estes tipos de substrato tendem a ajudar a capacidade de buffer da água e a produzir um ambiente mais estável. A seguir, você precisa de verificar se o equipamento tem partes metálicas. A água salgada enferrujará tudo o que não for aço inoxidável da mais alta qualidade. Existem aços inoxidáveis no mercado que ganharão ferrugem quando expostos à água salgada. Desnecessário é dizer que você precisa substituir ou livrar-se de tudo o que seja metálico.

O sistema de filtragem usado na água doce é normalmente adquado a água salgada. Porém, pode aproveitar a oportunidade para actualizar ou mudar os mecanismos de filtragem. Além disso, qualquer que seja o sistema de filtragem que está a usar, deve adicionar algum tipo de circulação de água ao aquário. A água salgada tem um conteudo de oxigénio dissolvido mais baixo que a água doce, portanto é preciso manter a água em movimento. De facto, é preciso mais que mover a água. É preciso romper a superfície da água para maximizar a transferência de oxigénio com a atmosfera.

A iluminação usada num sistema de água doce também pode funcionar num aquário de água salgada apenas de peixes. Porém, se você quiser manter invertebrados então irá precisar de actualizar o sistema.

Uma coisa que precisa de ser substituida é a comida. Os peixes de água salgada precisam de dietas variadas. Você precisa fornecer aos peixes uma combinação de comida fresca, congelada e viva. Os flocos, embora adequados, não devem ser a maior porção da dieta dos peixes.

Finalmente, você está pronto para mudar para água salgada, deve mesmo sustituir toda a água no seu sistema. É melhor começar com água livre de nitratos para minimizar os problemas com as algas. Muita gente pensa que adicionar sal a um aquário de água doce irá originar um aquário de água salgada em ciclo. A experiência mostra que não é verdade. As bactérias nitrificantes de água salgada são diferentes das bactérias nitrificantes de água doce, portanto têm ser cultivadas do zero. Como nota, as bactérias nitrificantes parecem ser sensíveis ao pH e à temperatura. Portanto transportar algum areão de um aquário de água salgada tropical (24C) para um aquário de água salgada temperada (21C) irá afectar as bactérias o suficiente para anular qualquer vantagem em usar o areão (como reduzir o tempo de ciclo).

Notas Gerais
Manter um aquário de quarentena é especialmente importante para aquários de água salgada. Pode ser muito difícil tratar um peixe doente quando este continua a ser incomodado pelos peixes saudáveis. Além disso, alguns medicamentos, nomeadamente o cobre, irão matar os invertebrados. Você NUNCA deve colocar cobre no aquário principal. Contrariamente à crença popular, você nunca conseguirá retirar todo o cobre do aquário. Além disso, ao usar cobre num aquário que contem rocha viva irá matar as formas de vida que povoam a rocha, dado que na sua maior parte são invertebrados.
A fonte de água para aquários de água salgada é muito importante. Embora a companhia possa dizer que a água da torneira é adequada para consumo humano, pode não ser adequada para os peixes. A água canalizada tipicamente contem compostos de cloro que matarão os peixes. Embora estes compostos tenham um efeito imediato nos peixes, existem outros contaminantes na água canalizada que precisam de tempo para afectar o aquário. Em particular, os fosfatos causarão crescimentos massivos de algas-cabelo e potencialmente explosões de cianobacterias. Sem uma boa qualidade de água na fonte o aquário não será a alegria contínua que você esperaria.

Os melhores purificadores de água no mercado são as unidades de osmose inversa. Estas, acoupladas a resinas desionizadoras, produzem água 98% pura. Se o preço de uma combinação RO/DI (siglas inglesas: Reverse Osmosis e De-Ionizers) é demasiado para si, então pode usar água destilada (e não água da chuva). Porém, a água destilada pode ter estado guardada em contentores de cobre o que matará os invertebrados.

Antes de começar o seu aquário de água salgada encontre uma boa loja próximo de si. As boas lojas terão pessoal conhecedor e exibirão uma preocupação geral com o tratamento dos animais. Se a loja tiver poucos aquários de água salgada, com peixes doentes ou a morrer, então não compre peixes aí, mesmo peixes que pareçam saudáveis.

O último aspecto sobre manter peixes de água salgada é ler, ler, ler. A FAQ não é substituto para ler um bom livro. (N.T.: Infelizmente em Português quase não existem, assim são apresentadas referências a livros ingleses). Alguns dos melhores são: The Marine Aquarium Handbook por Martin Moe, The Book of the Marine Aquarium distribuido por Tetra Press e The Marine Aquarium Reference também por Martin Moe. Além disso não tenha receio de colocar artigos no pt.rec.aquaria, não se esqueça é de fornecer todos os dados importantes (como amónia, nitritos, nitratos, pH, temperatura, que idade e que tamanho tem o aquário, quais os seus habitantes). Boa Sorte!

Um aquário de água salgada bem-sucedido:

Aquário de 120 litros
Tampa feita à medida
Suporte feito à medida
1 Phillips Ultralume
1 Coralife Actinic Blue
Balastro electrónico Wizard
Filtro Seco-Humido DIY
Pré-filtro Amiracle
Eheim 1250
Escumador movido a ar DIY 30"
Cabeça motorizada Hagen 801
Bomba de ar Tetra Luft G
Hagen 301 (circulação)
Aquecedor Ebo Jaeger 100W
Dolomite 10 Kg
Rochas diversas

2 Donzelas Dominó

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