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Energia em aquários

Um aquário é mais do que uma caixa de água para manter organismos. Nós mudamos nosso ponto de compreensão até o ponto em que podemos ver a importância do relacionamento paradoxal entre simplicidade e complexidade que existe em nossos aquários. Qualquer tipo de vida possui um equlíbrio em qualquer evento, seja macro ou microscópico. Observamos esse equilíbrio como sendo o caminho para conduzir os meios necessários e suficientes para sustentar as criaturas que pretendemos manter.

Se estamos tentando manter um aquário, devemos considerar os tipos de animais que pretendemos manter e compreeender os incontáveis eventos microscópicos que devem ocorrer para manter as macro culturas. A melhor forma para entender o sistema é compreeender o que rege uma única célula, e o que ela precisa para atingir aquele equilíbrio.

Para nos ajudar a entender tudo isso,devemos comparar o sistema aberto natural do Mar aos nossos aquários. O objetivo é obter um meio reduzido em nutrientes, a fim de reproduzir o meio de recifes de corais e obter um ambiente que possa sustentar o equilíbrio de seus habitantes.

Creio que o elemento mais crítico que encontraremos é a luz. Quase tudo pode ser ligado a ela, quando se trata de sucesso ou fracasso em aquários de recifes de corais.

Existem duas classes principais de células de corais. Sua diferença se baseia nos mecanismos que elas usam para obter energia. Com as autotróficas (fotossintetizantes), CO2 e H2O são transformados por fotossíntese no açucar básico glucose, do qual moléculas mais complexas são formadas. As heterotróficas obtêm energia de diferentes fontes de alimentação (carboidratos, gorduras, proteínas), que são sintetizadas por organismos autotróficos.

A energia contida por essas moléculas orgânicas é liberada principalmente por combustão (oxidação), com O2 de seu meio. O processo também é chamado respiração aeróbica. A liberação de H2O e CO2 por organismos heterotróficos completa esse ciclo de energia.

Devemos observar que células de plantas também derivam em energia por respiração dos alimentos que foram sintetizados em seus próprios cloroplastos. Portanto, é poss;ivel que processos autotróficos e heterotróficos ocorram em tecidos de pl;antas. Tambémexiste um grupo de bactérias muito importante capaz de obter energia de moléculas inorgânicas (que não contém C). O processo aqui é chamado sin'tese quimica. Como exemplo, citamls as Notrobacter, que oxidam nitritos em nitratos. Outras ainda transferem óxidos férricos, e algumas SH2 em sulfatos.

Obter e usar energia que não luminosa requer transformações energéticas contidas nos alimentos obtidos por ligações covalentes entre os átomos de uma molécula. Dentro da célula viva essa enorme quantidade de energia não é liberada de repente, na oxidação, como uma labareda. Ao invés disso, é liberada passo a passo, de maneira controlada, requerendo e usando para tanto dezenas de enzimas oxidativas que finalmente convertem o combust;ivel em CO2 e H2O, liberando energia. Nutrientes na água do aquário têm a ver com essa energia liberada pelo processo vital dos animais.O ciclo de energia deve ser controlado para que terminemos com uma "sopa" qu;ímica que não contribua para a exterminação da vida no sistema. Plantas e animais interagem para isso, pois existem razões de sobra para crer que complexas interrelações de energia química e radiante resolvem bem essa equação na Natureza.

Antes de uma célula viva poder usar a água que a rodeia, ela deve prepará-la, o que gasta energia, de que a célula necessita para suas reações bioquímicas. E daí entra o fator luz. Seem luz, não haveria vida neste planeta. A luz deve atravessar a água, sofrer algumas alterações antes de ser usada pela célula autotrófica, ou ser rtansformada quimicamente.

É muito importante, portanto, consdiderar seriamente que tipo de luz utilizaremos em nossos tanques. Para que a célula possa aproveitar a luz fornecida, e atingir a zooxantella, ela deve passar por esse meio caótico de átomos e elétrons que é a água do aquário.

Muitos dos fótons serão absorvidos e perdidos antes de atingir seu destino. Como e quanta luz efetivamente atinge a célula depende muito do meio pelo qual tem de viajar.

Sem entrar no debate de que tipo de lâmpada usar, consideremos as características da luz que penetra a água do aquário. O fóton de energia que atinge a superfície da água é chamado de especttro. O espectro, como um arco-íris, compreende de pequenas unidades de comprimentos de onda específicos. Em oputras palavras,unidades pequenas que viajam como ondas. Normalmente, separamos os difewrentes comprimentos de onda em dirferentres cores de luz.

O problema é que só podemos verparte do espectro luminosos com nossos olhos humanos. Plantas e animais específicos possuem seus próprios meios adaptativos de pereceber a energia radiante.

No aquário, a luz aproveitável pelos animais vai do vermelho ao verde ao ultravioleta, considerando a luz naturaql do Sol, e a água (cristalina e limpa). Se a cor verdadeira do Sol é verde no comprimento de onda, e o espectro de luz passa pelos primeiros centímrtros de água, algas verdes microscópicas aparecerão criando uma refractância verde-azulada. Se aluz continuar seu caminho para baixo por conta da clareza da água, não haveria crescimento de algas filamentosas, mas os corais a aproveitariam bem. No entanto, assim que a luz atravessa a água, a energia é absorvida e ocorre uma alteração de verde para vermelho e finalmente para azul. Nesse processo, a energia é absorvida e develvida depois.

A luz desejável para corais seria inibida pela absorvição da coluna d'água. Se a luz pudesse passar de maneira mais completa, seria melhor, e podemos atingir esse ponto tentando manter a mais cristalina água possível.

Quanto maior for a absorção de luz pela turbidez da água durante o período de luz, influenciada por excesso de nutrientes, maior será a liberação destes nutrientes à noite. Esse acúmulo pode levar meses, e o aquário entra em colapso.

Para nossos aquários, devemos portanto limitar a banda de absorção de luz vermelha, controlando a entrada de nutrientes. Uma das maneiras é se usar um filtro de areia no fundo (denitrificador), que utilizarão esses nutrientes. Para manter a água clara e límpida, existem soluções como o carvão ativado e o desnatador de proteínas.

http://www.aqua.brz.net

Ricardo Miozzo
Colaborador de Aquarismo Marinho

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