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Aquários de Rochas Vivas - O aquário novo

Aquários de rocha viva são indubitavelmente um enorme avanço frente aos anteriores sistemas usados para manter animais marinhos.
Qualquer que seja a comparação, podemos notar que peixes, principalmente, se beneficiam largamente do ambiente proporcionado por uma decoração muito semelhante à que o peixe está acostumado.
As rochas vivas e a miríade de vida que trazem ao aquário dão ao tanque um aspecto natural. O peixe então tem muito maior facilidade de adaptação ao novo alimento e seus novos companheiros, minimizando com isso o estresse por que passavam em aquários em que, apenas para começar uma comparação, eram muito distantes daquilo a que estavam habituados. A diversidade biológica da rocha viva é fator determinante para uma melhor ambientação do peixe. Sem rochas vivas, também, fica muito difícil, se não impossível, manter corais vivos.

O aquário novo, no entanto, é sabidamente - às vezes por experiências terríveis de aquaristas neófitos - um ambiente que parece não ser tão receptivo, sendo mesmo até agressivo, no que toca à saúde dos peixes. Curiosamente, animais considerados mais sensíveis como corais e outros invertebrados se dão muito bem em aquários recém montados. Certos corais moles como Cladiella spp., Sarcophyton spp, Sinularia spp., por exemplo, ajudam a consumir poluentes comumente encontrados em aquários novos, tornando mais rápido o ciclo inicial de maturação do tanque. O crescimento desses corais é notadamente mais rápido nessa fase do que posteriormente, e isso apenas indica que existem substâncias na água que nossos olhos não conseguem notar.
Partes dessas substâncias é eliminada pelo consumo desses animais, parte é retirada pelo desnatador de proteínas e carvão ativado. Outra parte, ainda, pode ser removida por trocas parciais de água do aquário.

Durante um período razoável, portanto, existem muitas coisas no aquário mudando constantemente. A razão dessas mudanças é muito variável, pois depende de combinações entre os vários fatores citados acima (skimmer, trocasa parciais, etc.), e qualquer aquário é um ambiente extremamente dinâmico. Quimicamente, as mudanças que a água do aquário sofre são gigantescas. Aquários novos tendem a ter água amarelada, mais ácida do que o normal, e que passa por grandes variações de pH no curso de um dia. Essas grandes alterações de pH se devem a matéria orgânica em decomposição na água. Tanto vinda da própria rocha viva quanto da areia usada como subtrato de fundo, sempre haverá mais material em decomposição num aquário novo do que em qualquer outra fase de sua existência. Apenas para traçar um paralelo entre o ambiente de recife de corais e um aquário bem montado; nunca, mesmo em um aquário extremamente "limpo", a taxa de poluentes desse tanque equivalerá à do ambiente natural. Em qualquer momento, um aquário será sempre mais "sujo" do que o recife de corais.

O aquário é um ambiente semi-fechado. As trocas parciais de água constantes fazem com que apenas uma parte dela seja reposta com água "fresca" periodicamente, de maneira que há sempre acúmulo de substâncias frutos do metabolismo dos habitantes do aquário. Todas essas substâncias seriam normalmente diluídas em um volume de água assombroso do mar, comparado ao pequeno volume de qualquer aquário. Para resolver isso, aplicamos diversos filtros no aquário, que ajudam muito, mas não resolvem totalmente nossos problemas. O maior obstáculo à manutenção de aquários, portanto, é o mais óbvio; temos muito menos água em aquários do que deveríamos para podermos comparar o ambiente cativo ao natural. é muito pouco prático pensar em quanto de água um aquário precisa para ficar perto do seu equivalente nos recifes de corais, se pensarmos no volume de água para cada animal que mantemos. A 1 metro de profundidade, vemos nos recifes de corais uma grande quantidade de corais e peixes em apenas um metro quadrado. Mas, se transportarmos esse metro cúbico de ambiente natural para dentro de casa, veremos que é um imenso volume de água para apenas alguns animais e certa parcela de rochas e areia. Como, então, gerar um ambiente aceitável para os animais ?

Já que temos que lidar com um espaço extremamente restrito, e isso é enorme fator de estresse para os peixes, precisamos tornar o ambiente o mais convidativo possível. Evitar pôr num mesmo aquário predadores e suas presas naturais é o primeiro passo, portanto certifique-se de que esteja comprando animais compatíveis. Procurar reproduzir um ambiente em que as espécies sejam provenientes de uma mesma região e habitat é uma solução muito interessante. Ao invés de colocar num aquário peixes do Oceano Atlântico, Mar Vermelho e Hawaii todos juntos, podemos pesquisar e escolher animais compatíveis com certos locais e regiões. O erro grosseiro de introduzir cavalos marinhos em aquários de rochas vivas que reproduzem ambiente de recife de coral é o mais gritante exemplo de não adaptabilidade possível; durante anos se usou colocar esses delicados animais em tanques de enorme movimentação de água e grau de iluminação (necessários aos corais), fazendo com que o pobre cavalo marinho fique literalmente enlouquecido. Esse não é o ambiente dele, e em período variável de tempo ele mostrará isso a seu dono da única maneira que lhe resta - morrendo.

A concentração de vida no aquário também afeta negativamente seus habitantes, se o aquarista exagerar. Aquários têm limitação de volume, e esse fator de restrição deve ser obedecido cegamente. Não adianta querer colocar num aquário qualquer mais peixes e corais do que ele fisicamente é capaz de suportar. Se a intenção é colocar "só mais aquele peixinho", e o aquário já estiver lotado, é melhor não comprar o peixe. Muitas vezes, colocar um pexe a mais significa sacrificar um outro inadvertidamente. Peixes antesriormente calmos e bem adaptados ao aquário muitas vezes mudam radicalmente de comportamento quando se adiciona mais peixes; ficam mais agressivos, páram de comer direito e até mesmo adquirem doenças.
Se chegou ao ponto de ter um aquário cheio de animais saudáveis, e ainda deseja mais outros tantos, considere montar mais um aquário ou outro novo, bem maior. Isso evita uma série de problemas inevitáveis.
Planeje o aquário para dimensioná-lo de acordo com os peixes que pretende ter; peixes herbívoros como Acanturídeos, Zebrassomas, Nasos, precisam de muito espaço para nadar. Não é muito bom para esse tipo de peixe ser colocado em aquários menores que 250 litros.
Nasos, particularmente, precisam de ainda mais espaço. É razoavelmente comum vermos aquários relativamente pequenos com um ou mais peixes grandes demais. Não é justo para o peixe. ele não pode ser feliz se não consegue nadar onde vive. Pense bastante nisso.

Mas a questão fundamental deste artigo é bem anterior a isso tudo; como fazer para evitar problemas de doenças em aquários novos ?

Minha única resposta é simples e desagradável, infelizmente; espere o tanque envelhecer um pouco. Claro, existem aquários em que o dono coloca um peixe após o outro, ou até vários de uma vez só, e nunca experimentou problema nenhum. Esses casos, no entanto, são muito raros. O mais comum é; montado o aquário, não conseguimos nos controlar. A vontade de "ver se o aquário funciona" é irracional sob vários aspectos. Primeiro; é claro que vai funcionar. Se foi montado de acordo com a necessidade, então, nem se fala. Mas até mesmo aquários muito deficientes em equipamentos funcionam, portanto não seja bobo; seu aquário não será o único do mundo a não funcionar.
Biologicamente, está tudo lá; rocha viva e areia no fundo, portanto, ele forçosamente tem capacidade de suportar animais vivos.

Esperar e esperar, portanto, mas quanto tempo ?

Vou repetir para frisar bem; não monte o aquário e compre peixes na semana seguinte !

Por causa daquela acidificação de que tratamos no início do artigo, muita coisa muda no aquário à medida em que o tempo passa; o skimmer trabalha de maneira errática, mas trabalha bem, portanto mantenha-o limpo. Talvez seja necessário limpar e regulá-lo todo dia. Isso é normal. Carvão aivado deve ser usado nessa fase inicial, devendo-se ter o cuidado de usar carvão de boa qualidade, que não deixe fosfato escapar para a água. Se tiver dúvida a respeito do carvão que está usando, ponha alguns grãos dele no tubo de um bom teste de fosfato e faça o teste. Se der qualquer coisa de fosfato, troque de carvão.

Para ajudar o aquário a estabilizar mais rápido, é muito bom trocar água. Se puder trocar a água inteira do aquário após uns 20 a 30 dias de funcionamento, melhor. Como isso é muito difícil de fazer em residências por questões práticas, podemos optar por trocas parciais de 15 a 20% até duas vezes por semana. Após algumas semanas, podemos supor que trocamos a água inteira do aquário. Note que trocar 20% de determinado volume de água só vale para a primeira vez; na segunda, estaremos trocando 20% dos 80% originais, portanto você terá que trocar aproximadamente o dobro do volume da água do aquário inteiro para poder dizer que trocou a água toda, trocando 20% de cada vez. Proceder dessa maneira realmente faz com que as coisas andem mais rápido a nosso favor. Podemos notar que o pH fica menos e menos instável com o passar do tempo. A reserva alcalina costuma equilibrar em certo ponto, e as leituras impossíveis de teor de cálcio na água costumam resultar em algo mais palpável após uns 30 a 40 dias de que o aquário foi montado.

Note bem; passaram-se quarenta dias nesta conversinha, e ainda não coloquei nenhum peixe no aquário. É muito importante frisar isso, pois pode-se já ter colocado ermitões, ofiúros e outros tipo de estrela do mar e alguns pepinos do mar, mas ianda nenhum peixe. Não sou espírito de porco nem estou aqui para botar ninguém doido. Mas esperar um pouquinho mais não custa nada.

Digamos que o aquário esteja funcionando, inclusive com luzes ligadas normalmente, desde seu início. Aos 30 ou 40 dias o aquário poderá estar infestado de algas marrons, verdes e vermelhas. A situação parece fora de controle e é nesse ponto que muitos aquaristas desistem. Tenha calma. É absolutamente normal acontecer tudo isso, e se seu equipamento estiver OK, é passageiro. Usar a água mais pura possível sempre é indicado. Procure usar água de filtro de osmose reversa. É a mais segura. O aquário, no entanto, terá um aspecto cada vez melhor, no sentido de estar ficando livre de algas e outros organismos indesejáveis. Antes de colocar peixes e invertebrados mais delicados é tempo de procurar por caranguejos estalo e siris e caranguejos peludos. Olhe bem o aquário todo, e se ouvir, principalmente à noite, uns tec-tecs característicos, não se aflija; seu aquário não vai quebrar. Provavelmente seu hóspede é um camarão estalo (mantis shrimp), a terrível tamburutaca. Esse animal, extremamente inteligente, ataca corais, ermitões, peixes pequenos, e qualquer coisa que considere apetitosa. São bem difíceis de pegar, e servem muito bem como último capítulo da detestável fase inicial de qualquer aquário. Cace-os implacavelmente. Eles crescem, e quando menos esperar, pode deparar com um monstrengo de 6 a 8 centímetros no seu aquário, comendo de tudo o que você põe lá dentro.
Portanto, retire-os todos enquanto são pequenininhos e dão pouco trabalho. Esconderijos são mais facilmente atingidos nessa fase do aquário, em que não existem invertebrados sésseis pelas rochas. É muito melhor poder retirar uma pedra em que se suspeita ter uma tamburutaca dentro se sua retirada não implica um verdadeiro quebra cabeças chinês na hora de remontar as rochas e os corais para que fiquem como antes da demolição. Seu tempo, portanto, estará passando com toda essa diversão.

Após isso tudo, uns dois meses terão passado, e podemos considerar a colocação do primeiro peixe. Procure um calmo, pouco agressivo, e segure a tentação de colocar Acanturídeos ou Zebrassomas. Esses peixes costumam ser bravos, e depois de adaptados ao aquário podem não querer companhia de nenhum outro peixe. Como o espaço do aquário é restrito, o peixe bravo ataca o novato até a morte em alguns casos. Nesse período de espera, muita coisa boa aconteceu ao aquário; animais como anfípodas, boa fonte de alimento para muitas espécies de peixes, se multipicaram bastante, e pode-se observar por entre a areia do fundo uma boa quantidade de chitons (moluscos parecidos com tatu bola), vermes de diversas variedades e colorações, e outros bichinhos. Note que a grande maioria deles é benéfica; uma boa maneira de mantê-los é não os perturbando. Não revolva o fundo de areia. Procure deixar as coisas em paz. Não tenha pressa.

O que acontece é o aquário ser como um corpo novo. Somos um tipo de "Drs. Frankensteins". Juntamos todo o equipamento, damos-lhe vida e temos apenas que esperar ele começar a funcionar direito. O difícil de compreender é porque demora tanto. Demora porque todo processo biológico depende de certo tempo, e num aquário, estamos lidando com vários ao mesmo tempo. Como queremos deixar o aquário em condições muito específicas, temos que dar tempo para que tudo aconteça. Assim que se põe rochas e areia no aquário, há uma natural fase de decaimento de matéria orgânica. À medida em que tomamos as providências para ajustar os parâmetros da água, a vida do aquário vai se desenvolvendo. Ao tornar a água menos ácida por dosar kalkwasser e efetuar as trocas parciais, estamos evitando a formação de mais sujeira ainda, possibilitando aos animais da rocha viva resistirem melhor às grandes variações químicas da água que ocorrem durante esse período. Dosar kalkwasser também ajuda a exportar fosfato do sistema via denatador de proteínas. Usando carvão ativado, eliminamos uma série de ácidos que de outra forma não seriam retirados do sistema. É muito difícil fazer o processo acelerar. Creio inclusive que não é saudável para o aquário a longo prazo.

Colocar rocha viva maturada ou não sempre será uma questão debatida. Eu particularmente não vejo diferença a curto prazo, mas os aquários que tenho a oportunidade de acompanhar, e que foram montados com rocha viva diretamente proveniente do mar são mais interesantes após alguns anos. Parece que a cura nas lojas ou mesmo num tanque separado faz com que se perca uma parte importante da imensa variedade de vida que as rochas trazem. Ultimamente, tenho visto comentários que afirmam ser a rocha um meio não ideal de colonização para a areia. A areia teria de ser retirada do mar, e conservada assim até ser colocada no aquário. Eu particularmente não vi nenhum aquário montado assim, portanto não tenho opinião formada. A fauna encontrada na areia realmente difere da da rocha, mas não estou certo de que isso possa afetar o sistema a longo prazo. na prática, os resultados com areia colonizada pela vida da rocha tem me dado resultados positivos.

Manter a salinidade equilibrada é imperativo. Existem muitos animais que demoram bastante para se acostumar a variações de salinidade, portanto é melhor manter sempre a mais próxima de 1024/25 a 25oC que for possível. essa é a densidade da água do mar, e ainda estou para ser convencido de que se deva ou mesmo possa manter animais de recifes de corais a salinidades diferentes dessa. Não digo que é impossível, mas certamente a longo prazo há diferença. Sempre faça as trocas de água depois de misturar a água ao sal com forte aeração por um mínimo de 24 horas. Certos componentes dos sais disponíveis do mercado dissolvem mais demoradamente que outros, sendo que 24 horas é um período seguro.

O aquário passa por diversas fases no decorrer dos seus primeiros meses de existência, e algumas são mais visíveis que outras (a das algas verdes, por exemplo). As fases por que passa o aquário são amostra de que condições benéficas para a ocorrência de determinada fase exista. Na de algas verdes, marrons, etc. Às vezes elas se interpõem; pode-se ver algas marrons e verdes ao mesmo tempo, ou marrons e vermelhas. De vez em quando o aquarista "sortudo" se vê às voltas com todas ao mesmo tempo ! O fato é que, após 3 a 4 meses de montado, aquários geralmente não têm mais alga de tipo nenhum, a não ser que o aquarista as esteja cultivando propositalmente. Quando tem, está no final. O aquário, então, está totalmente equilibrado ?

Infelizmente, creio que não. O processo de denitrificação é, para nossa falta de sorte, muito mais lento do que o de nitrificação. Isso faz com que filtros denitrificadores - com ou sem plenum - demorem entre 6 meses a um ano para estabilizarem. Isso quer dizer que entre 6 meses e um ano, não se pode dizer que o aquário "deu certo". Se o aquarista teve problemas no aquário, perdendo peixes logo que os introduziu, isso certamente contribuirá negativamente. O excesso de matéria orgânica gerado pelos corpos dos peixes mortos pode levar o aquário a um acúmulo tipo "bomba relógio". Eu particularmente já ví aquários em que o dono pôs peixe atrás de peixe até morrer uma grande maioria, ficando apenas alguns sobreviventes por uns bons dois anos. Após um pouco mais, começam a aparecer algas de maneira incontrolável. A única solução, num aquário que passou por isso, foi desmontar tudo, trocar a areia e a água, começando tudo de novo. O aquarista em questão hoje mantém uma quarentena - hábito muito saudável.
Sempre introduz o peixe recém comprado na quarentena, e depois no aquário. É terrível, mas parece que o aquário guarda na memória todas as bobagens por que passou. Um lindo dia, ele devolve os desaforos em dobro.

Nada mais inteligente, portanto, do que trabalhar a favor das coisas, ao invés de contra. Se tiver paciência para esperar que as coisas ao menos se equilibrem um pouco, e depois começar a introduzir os animais, é certo que enfrentará menos problemas. Torno a dizer; o principal é paciência.

Existem casos em que, apesar do verdadeiro abuso do aquarista, nada de excepcional acontece. O aquário é montado e os animais são introduzidos à vontade, sem quarentena ou outro cuidado maior. Mas isso é raríssimo. Mesmo aquários em que se tomam todos os cuidados pode haver algum problema, portanto é melhor ter calma e seguir um certo esquema para que tudo se desenvolva mais tranquilamente. O risco em se fazer as coisas meio à louca é perder o controle. Explosões exageradas de algas, nitratos incrivelmente altos, súbita mortandade de peixes ou invertebrados - tudo isso, separadamente ou em conjunto - são sinais de que algo muito errado está acontecendo. Quando a situação é essa, a complicação é sempre maior e maior. O aquário é muito delicado, apesar das recentes técnicas aquarísticas não permitirem que vejamos isso facilmente. Como já citei acima, o aquário parece ter uma "memória" para erros que cometemos; quanto mais animais forem perdidos dentro de um aquário qualquer, maiores são os problemas do aquarista a longo prazo.

Eu particularmente acho que isso é devido ao acúmulo de matéria orgânica no decorrer do tempo. Se morrem muitos animais no aquário, o equipamento presente pode não estar à altura do súbito excesso de poluentes na água, mas o aquário não demonstra isso imediatamente. Persistindo os problemas, e morrendo mais animais, um dia a explosão acontece; água totalmente turva e esbranquiçada, mortandade em massa, explosão incontrolável de algas, altos teores de fosfatos e/ou nitratos, ou mesmo tudo isso junto. A solução, então, é desmontar tudo, trocar a areia (que em meu ponto de vista é onde se acumula o excesso de matéria orgânica) e começar o aquário outra vez, após criteriosa limpeza de todos os aparelhos.

É claro que parece muito mais fácil não abusar do sistema que se tem, e fazer com que o mínimo de problemas aconteça. O segredo é ter paciência. Aquários são muito mais bonitos depois de alguns anos de montados, e devemos pensar a longo prazo. Pode ser que após três ou quatro anos o aquário esteja muito diferente do que era no início em relação a seus habitantes. Isso é absolutamente normal. Mas após esse período, fica muito mais fácil de cuidar dele. Os animais sésseis adquirem aspecto muito natural; parece que nasceram nos locais em que estão, e isso é muito gratificante. Os aquário modernos são montados para durarem muitos anos, e se tivermos isso em mente enquanto ele é novo, só dará ao dono alegrias.

http://www.aqua.brz.net

Ricardo Miozzo
Colaborador de Aquarismo Marinho

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