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Tópico: Peixes Anjo em aquário - uma introdução

  1. #1
    Membro Identificado Avatar de Ricardo Pinto
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    Peixes Anjo em aquário - uma introdução

    Viva,
    Novo artigo publicado no H2O + Something: Peixes Anjo em aquário, uma introdução, por Reinaldo Chen

    Podem encontrar a versão portuguesa neste tópico.

    Foi um prazer ler este artigo. É um tema vasto, mas o Reinaldo produziu uma boa síntese, com informação essencial para quem quiser iniciar-se no mundo dos "Anjos".

    Espero que gostem. O meu muito obrigado ao Reinaldo Chen por partilhar o artigo e ao Pedro Conceição / João Ribeiro / Rui Ferreira de Almeida por partilharem as fotos.

    Um abraço,
    Ricardo Pinto


    Angelfish



    Os anjos , são peixes da familia Pomacanthidae e compreende 9 géneros com 87 espécies.
    Estão entre os peixes mais belos e comercializados no mercado de aquarismo.
    Com tamanhos adultos variando de 4 a 50 cm, tem espécies muito adequadas ao aquarismo, assim como espécies praticamente impossíveis de serem mantidas por muito tempo em cativeiro.

    Entre as espécies, existem alguns dos registros de maior longevidade em cativeiro, com peixes como Majestic e Imperator com registros de manutenção em aquários públicos acima dos 21 anos.

    Assim como temos algumas espécies que a grande maioria dos capturados morre antes dos primeiros 6 meses, como os Regal e Tricolor (sempre haverão excessões, mas a maioria realmente morre).

    Com muitas espécies povoando o sonho dos aquaristas, nada melhor que uma apanhado geral sobre a família e sua manutenção em aquários.


    Anjos reef-safe

    Todos os anjos potencialmente vão atacar corais. Podem demorar um pouco mais, mas cedo ou tarde a longo prazo, eles vão atacar, pois na dieta natural muito deles, o muco e os pólipos dos corais são parte integrante da dieta.

    Fatores que miniminizam o ataque aos corais

    1. Aquário muito bem maturado com microfauna presente.
    2. Dieta variada e oferecida várias vezes ao dia.
    3. Escolha de espécies com menores registro de ataque de corais em aquário.
    4. Seleção de corais, aquários mistos acabam despertando ataque de corais que acabam sendo ampliados a outras espécies. Aquários com predominância de SPS são os menos sujeitos aos ataques. Zoantus e LPS, são os corais de maior risco e dependendo da espécie, devem ser totalmente descartados.


    Famílias com melhor registro de não ataque a corais. Mas sempre o peixe que o aquarista comprar vai ser a excessão que come coral sem parar.

    • Genicanthus - todas as espécies
    • Arusetta - Asfur
    • Pygoplites - Regal
    • Pomacanthus - Majestic , Blue Face , Imperator
    • Chaetodontoplus - dubolayi , blue spot , graypoma
    • Apolemyittchys - xanthurus, flag fin ,
    • Centropyge - Flame , coral beauty , aurotonotus (nacional)




    Mantendo os anjos saudáveis


    A melhor maneira de se manter anjos em cativeiro é em aquários com rochas vivas maduras, cheias de vida, num aquário com bons sistemas de filtragem, praticamente um reef, sem os corais e a iluminação.
    As espécies menores, vão bem em aquários com 100 litros e as espécies maiores vão pedir aquários de 800 a 1000 litros para atingirem seu desenvolvimento máximo.

    Ao planejar um aquário para anjos é fundamental ter os seguintes fatores em mente :

    - Espaço para nado, os anjos na natureza percorrem territórios imensos, assim uma decoração compacta com muitas rochas, vai restringir a possibilidade de nado do peixe, inclusive podendo ser fator de stress e ocasionando inclusive ataque a corais.

    - Abrigo, apesar de nadarem muito, os anjos são peixes que em alguns momentos do dia, precisam de abrigo, assim tocas que permitam seu repouso são importantes, e é necessário pensar em abrigos de acordo com o tamanho dos peixes.

    - Qualidade da água, os anjos são na maioria bem resistentes, porém principalmente na fase de adaptação, é importante que a água esteja com pH, salinidade , nitratos e oxigenação em níveis adequados para melhor aclimatação dos peixes.

    - Alimentação, anjos são peixes que bicam o recife o fia todo. Oferecer pelo menos 3 alimentações diárias é ideal para sua manutenção. Algumas espécies aceitam bem alimentos industrializados, outros tem um periodo de adaptação longo e devem ser tentadas apenas pelos mais experientes.
    Alimentos secos, nori, vegetais , patês de frutos do mar e outros alimentos devem ser parte de uma dieta variada para os anjos.

    - Territorialismo , muitos anjos são peixes dominantes em seu meio ambiente, assim naturalmente defendem vastos territórios e por isso se tornam agressivos em confinamento em aquários.
    O ideal é não introduzir mais de um anjo no aquário para uma comunidade pacífica.




    Existem diversos aquários com muitas espécies de anjos reunidas em espaço limitados.

    Aquaristas como Wayne Shang tem anjos agrupados há mais de 15 anos e apontam algumas observações :


    - Planeje as espécies que você quer ter, tenha planos para introduzir peixes já quarentenados e adaptados a alimentação que vai ser padrão do aquário. Em aquários com muitos anjos, dificilmente haverá tempo para um peixe se adaptar a uma alimentação devido a competição.

    - O aquário deve ser amplo e com rochas bem distribuídas. Quando novos peixes são introduzidos, será necessário na maioria dos casos, um novo arranjo de rochas, para que seja possível mudar os territórios existentes e possibilitando condições de igualdade entre os peixes antigos e novos peixes.

    - Coloque as espécies mais sensíveis e com menor dominância em primeiro lugar, mesmo que um bom peixe dominante apareça antes, pode ser muito complicada a entrada de uma espécie de menor dominância entrar no aquário após uma espécie muito dominante se estabelecer.


    Espécies com maior agressividade e dominância

    • Holocanthus - Passer , Ciliares
    • Pomacanthus - Imperator , Semicirculatus , Paru ,
    • Centropigue - Lemmonpeel , coral beauty , flame




    Se seu espaço é limitado (200 a 400 Litros) , considere ter um harem de centropygues ao invés de tentar agrupar temporariamente anjos grandes. Grupos de 6 a 8 centropygues podem ser formados introduzindo os peixes ao mesmo tempo, preferencialmente por peixes pequenos, do qual se desenvolverá 1 maior dominante.

    Com muitos anjos, um bom skimmer , um reator de cálcio (manter o pH) e um reator de biopellets se tornam fundamentais.
    Um ozonizador bem instalado é outra segurança que o aquário pode precisar.

    Por serem peixes de maior massa e metabolismo médio, é importante manter pelo menos 1 bomba em nobreak ou bateria para que não pare de funcionar em caso de interrupção de energia, pois são peixes que mesmo que não morram num primeiro momento, o stress causado por baixa oxigenação levará a ictio com certeza.




    Doenças

    Os anjos na sua maioria vem com parasitas quando chegam da importação ou coleta aqui no Brasil.
    Apresentam tremátodes (flukes) e ictio (em menor quantidade) e devem ser tratados no período da quarentena. Se não apresentarem sintomas na primeira semana, não aplicar remédio e deixar o peixe se aclimatar a dieta, na segunda semana introduzir tratamento anti tremátodas com praziquentel ( Prazipro da hikari, droncit bayer etc) . Se necessário aplicar tratamento contra ictio.
    Após o tratamento com praziquentel, e boa adaptação a dieta, o peixe pode ser introduzido no aquário e pode proporcionar anos de comportamento curioso e belas cores no aquário.

    Se um peixe adquire ictio depois de colocado no aquário, convém tratar fora do aquário principal em aquário hospital, a maioria dos anjos não tem problema com cobre, desde que monitorado adequadamente.



    Comprando anjos nas lojas

    Após escolher a espécie desejada, é buscar o peixe em uma das lojas do mercado.
    Infelizmente por conta da febre dos aquários de corais, a demanda por anjos caiu muito e muitas espécies há anos não são importadas. Mas insista com sua loja para que peçam uma espécie que você deseja, somente assim um dia ela será importada.

    Se encontrar o peixe que você deseja, verifique se está se alimentando bem.

    Se está com a barriga limpa e sem nenhum ponto avermelhado ou inchado, muitas espécies são coletadas em profundidades acima de 20 metros e precisam de descompressão, o método da agulha na bexiga natatória é muito comum e se feito sem precisão, pode dar infecção e o peixe irá morrer sem possibilidade de intervenção do aquarista.

    Peixes com dorso muito magro podem indicar coleta com quinaldona ou cianeto e podem estar comprometidos, mas normalmente são indicadores de parasitas. Se o peixe for raro e você estiver disposto, faça um tratamento anti parasita e uma boa quarentena para recuperar o peixe.

    Prefira peixes jovens com tamanho entre 3 a 4 cm para centropyges e cerca de 8 a 10 cm para anjos maiores . Peixe menores tem metabolismo rápido e pedem maior dedicação na alimentação.
    Peixes adultos podem ter muita dificuldade de se adaptar ao confinamento e a dieta do cativeiro.


    Para qualquer peixe uma quarentena é fundamental. Para os anjos e borboletas, o tratamento com praziquentel, tem se mostrado mundialmente, principal forma de aumentar a saúde dos peixes em cativeiro. Após uma limpeza de flukes, e adaptação a alimentação, os anjos podem proporcionar anos de satisfação, com peixes juvenis mudando para cor adulta, com peixes desovando (quando casais ou haréns).

    Existem mitos como peixes que nunca mudam da cor de juvenil para adulto, normalmente isso ocorre em aquários com condições ruins ou medianas de água e alimentação. Em aquários com boa manutenção a transformação ocorre normalmente e a diferença entre um peixe capturado adulto e transformado em cativeiro não é tão grande assim. O mais importante é que são peixes que merecem a dedicação do aquarista e toda dedicação será compensada.



    Texto: Reinaldo Chen
    Fotos: Pedro Conceição, João Ribeiro e Rui Ferreira de Almeida

  2. #2
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    Re: Peixes Anjo em aquário - uma introdução

    Belo artigo. Parabens ao H2O + Something

    Abraço

  3. #3
    Lojista Avatar de Ricardo Santos
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    Re: Peixes Anjo em aquário - uma introdução

    Boas

    Muito porreiro o artigo!

    Queria deixar uma foto que tirei a umas semanas, aquando uma sessão com o meu P. imperador que ficou engraçada porque sem querer apanhei ao fundo o H. ciliaris.
    Ainda tenho um G. bellus mas é tão independente que por vezes nem me lembro dele.


  4. #4
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    Re: Peixes Anjo em aquário - uma introdução

    Ricardo Santos,

    Boa foto ... muito bom o peixe.

    Como se dão os teus anjos e os corais? Bicam nos SPS? Ou é só zoanthus e LPS?

    Quem tiver mais anjos misturados com corais pode colocar aqui essa experiência. Tipo que espécies têm mais tendência para atacar corais, e que tipo de corais.

  5. #5
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    Re: Peixes Anjo em aquário - uma introdução

    Um capítulo que considero fundamental para o sucesso é a alimentação.

    Aqui há uns tempos iniciei um tópico com técnicas de alimentação

    http://www.reefforum.net/f4/pensando...m-peixe-21453/

    Quantas vezes alimentam os vossos anjos e com que tipo de comida?

    O Jawsee - um dos aquaristas com mais sucesso a manter anjos + SPS - diz que o segredo dele, para os peixes não tocarem nos corais, é alimentar com fartura.

    Uma foto do aquário dele na hora da paparoca....


  6. #6
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    Re: Peixes Anjo em aquário - uma introdução

    Olá Ricardo.

    A ver se ajudo um pouco o pessoal a tirar o medo ou a desfazer o mito dos anjos no aquário de reef.

    Como já foi dito aqui a pessoas más e pessoas boas é igual para os peixes, podemos ter sorte ou azar, é como tudo na vida.

    Eu tenho 3 anjos, Pomacanthus imperator, Pomacanthus nasvachus e Pomacanthus asfur.
    Até agora as coisas tem me corrido pelo melhor, comem de tudo o que coloco no aquário, flocos de krill "Tropical", granulado "Ocean nutrition" e comida congelada uma vez por semana larva de mosquito vermelha, artémia, missis e krill.
    O imperator e o narvachus adoram nori, e as vezes reviro as rochas que estão solta para eles comerem as esponjas que estão na parte de baixo.
    Os meus comem uma a duas vezes por dia depende do turno que estou mas por norma comem uma vez/dia, flocos e nori é todos os dias o granulado dou dia sim dia não, estão gordos parecem uns porcos.

    O meu aquário é 99% SPS mas também tenho alguns LPS e zoanthus, estes ultimos são os que eles me deixaram ter porque os que eles gostavam já os comeram, mais o narvachus.
    As vezes tocam nos corais duros do tipo acropora milleopora quando tem os pólipos todos de fora mas nada de grave ou então dão umas dentadas na base da minha formosa verde mas o coral consegue recuperar até a próxima dentada.

    Os anjos são peixes diferentes tem uma grande personalidade, são muito tímidos para veres os meus ainda não vem comer a mão, mesmo o narvachus que está cá a 2 anos.
    Por isso aconselho a introdução no aquário lenda e com muito cuidado, se possível coloca lo num aquário ligado ao sistema principal ou uma jaula dentro do mesmo durante um mês ou mais só depois coloca lo junto com os outros.


    Um abraço Rogério.

  7. #7
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    Wink Re: Peixes Anjo em aquário - uma introdução

    Ba noite

    Li o artigo ... e pareceu-me algo alarmista quando diz que mais tarde ou mais cedo acabam a atacar corais... inclusive pareceu-me, e posso estar errado porque o autor não me pareceu lá muito adepto de usar sempre os nomes científicos que esses sim dão indicação exacta da espécie ou espécies que se tratam, que o autor menciona uma espécie, o Pomacanthus ou Euxiphipops xanthometapon, vulgo Blue Face no mundo de expressão Anglo-saxónica (Inglês), como sendo uma espécie pouco propensa a alimentar-se de um vasto numero de invertebrados, particularmente corais do tipo LPS, zoanthus, etc... Já tive vários e o último vendi-o há cerca de dois anos porque não tocava em nada do que existia mas gostava de provar e saborear algumas das novas peças introduzidas no sistema... Ainda com essa espécie e há cerca de 7 anos, tive outra experiência interessante em que adquiri um e este ignorou sempre as Scolymia e Cycloseris que tinha na altura num outro sistema porém ainda nesse sistema tive uma peça de zoanthus composta por zoanthus cor de rosa e zoanthus azuis e aí esse peixe revelou grande predilecção pelos zoanthus rosa ignorando por completo os azuis e volta e meia lá ia um zoanthus rosa até que o bicho "descobriu" o granulado e não mais tocou nos zoanthus rosa que recuperaram. Esse mesmo peixe ignorou também tridacnas, e outros corais que eu tinha na altura como as Scolymia cubensis e Cycloseris de que coloco uma foto de duas dessas peças ... sendo que a vermelha foi o primeiro coral que comprei na Sohal para esse pequeno sistema que eu tinha na altura e que mais tarde foi substituído pelo actual que encomendei à Sohal...


    A minha experiência não constitui qualquer garante, apenas factos vividos!
    Ainda baseado na minha experiência pessoal, há outro peixe que já deu que falar tanto pela positiva como pela negativa, o Zanclus cornutus ou canensces sobre o qual podem ler no elo (link) que tenho na assinatura... este peixe, e tive vários de que apenas um deu algum problema e depois cessou... e no caso concreto foi um peixe que chegou fortemente deprimido/desgastado (=stress) e procurou desesperadamente por alimento que "encontrou" no muco de uma favia ou favites que eu tinha na altura e que recuperou após o peixe "dar" com a esponja...

    O Zanclus ou os Pomacanthus, tal como muitos outros peixes, podem ter um comportamento de risco, particularmente se o peixe estiver fortemente desgastado/enfraquecido e/ou o responsável pelo seu bem estar não tiver capacidade ou saber para gerir a situação e alimentar adequadamente ... isto dito significa que é imperativo! que no momento da decisão de aquisição/introdução se tenha bem presente o que tal pode implicar e se aceite assim como se esteja preparado para fazer o máximo para dar a volta à situação e manter o peixe... isso pode implicar uma adaptação muito longa, progressiva, muita paciência ...e nesse sentido pergunto (e até já sei a resposta ... são muito poucos!!!) quantos de vós ou dos que se propõem dar dicas sobre o assunto e "classificar" se dispõem a procurar o alimento natural de peixes como os Pomacanthus, Zanclus, etc.. que são as esponjas?! ... como eu por exemplo fiz! (sob chuva, frio, de noite até - com lanterna -, com mar alteroso e perigoso, passar 4, 5 horas dentro de água a 10º C ou 12º C em pleno inverno com apenas um fato de mergulho de 5 mm para recolher esponja necessária para esses peixes cujo o alimento é justamente esse...a esponja!?!...

    Em muitos casos o que os Pomacanthus e outros peixes procuram não é o pólipo mas sim o muco, como pude constatar e obviamente podem danificar tecidos e o pólipo se não encontrarem o seu alimento natural e/ou outro que os satisfaça ... pólipos são de pouco valor energético e dão imenso trabalho a comer ... (é mais fácil comer camarão não descascado e beber cerveja!) ... de resto há outra espécie que não pertence aos Pomacantidae ou Centropyge e que estou a ensaiar e que tinha a reputação de comer pólipos de coral por serem estes o seu alimento base, o que se verificou não ser inteiramente verdade e sim procurar essencialmente como alimento de recurso quando mais nada há ou satisfaz, o muco que é o vulgo marine snow, alimento de muitos corais como devem saber ... uma espécie reputada de difícil ou impossível que na realidade se reproduz bem em meio doméstico!!!! ... sendo o maior desafio a aclimatação ao meio doméstico, ou seja, vencer o profundo desgaste (stress) e timidez/ansiedade que o bicho apresenta e coloca-lo a comer ... só que para isso é necessário vontade, determinação...

    Tal como o Rogério diz (tirar o medo...), e sei bem porque o diz e ele também o sabe!... é necessário acabar com mitos e medos! acima de tudo é importante conhecer a natureza do peixe e aceita-la e estar preparado para fazer de tudo para alcançar o bom resultado, procurar o alimento certo...

    aqui podem ver um Pygoplites que eu tive a comer esponja


    Há espécies mais propensas a dar problemas do que outras, importa saber tal com antecedência e perceber porquê ... ou seja, saber se de facto é pela sua natureza ou porque por exemplo o responsável ou responsáveis que fazem o relato tiveram problemas porque por exemplo não alimentam adequadamente tanto em género/especificidade como quantidade.
    No caso dos "anjos" ou Pomacanthidae o alimento base é esponja! e felizmente a costa marítima Portuguesa foi "abençoada" com esponja em abundância que estes peixes muito apreciam

    Presentemente tenho um Pomacanthus ou Euxiphipops navarchus, um Pomacanthus imperator, um Centropyge bicolor e um Centropyge bispinosus a nadar no sistema com LPS, Tridacna,etc, e falta chegar um Pygoplites diacanthus para fechar o sistema... e por momentos o Centropyge bicolor parecia ir dar problemas com a entrada de uma Tridacna mas estranhei porque nunca o tinha feito com outras tridacnas e de facto não passou de... "hmmm isto é grande e saberá a quê?...hmmm ... não interessa ... mysys, etc é melhor e mais substancial!" ....dito isto, não constitui qualquer garantia, mas a abundância, variedade e especificidade do alimento pode fazer (e faz) a diferença, até porque pólipos são fraca alimentação para vertebrados como os peixes ... já para invertebrados como a Acanthaster planci a coisa é diferente ....

    Há varias espécies que podem coabitar bem num sistema de recife mas é importante que tenham alimento suficiente e que quem as tem as alimente convenientemente, caso contrário os peixes podem procurar e experimentar de tudo, que nem cabras, mesmo que não gostem, mas a fome aperta e o instinto de sobrevivência é forte.

    Como diz o Rogério, têm grande personalidade ... e digo eu com base em experiência própria, vêm comer à mão e cumprimentar ao modo de peixe ...

    Não é correcto "catalogar" ou "culpar" esta ou aquela espécie e fazer disso uma verdade irrefutável sem que se tenha feito o necessário ... são peixes que requerem alimentação abundante, cuidada, específica sem serem impossíveis e gostam da variedade e tal como outros animais entre os quais os humanos, têm o seu carácter, personalidade

    Não tenham medo, mas planeiem bem e estejam preparados e acreditem no que fazem com determinação.

    Pedro Nuno


    "I may of course, be egregiously wrong; but I cannot persuade myself that a theory which explains several classes of facts can be wholly wrong"...Tradução: É claro que eu posso estar egregiamente errado; mas não me consigo persuadir de que uma teoria que explica várias classes de factos, possa estar completamente errada"...
    Charles Darwin, a Origem das espécies
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  8. #8
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    Re: Peixes Anjo em aquário - uma introdução

    Olá malta

    Eu tenho 3 anjos, um Pomacanthus imperador, um Holacanthus ciliaris e um Genicanthus bellus.
    Quanto aos anjos e os corais acho que há uma coisa em comum com quase todos os relatos, eles aos Zoanthus não perdoam!
    LPS só tenho Euphyllias e ninguém toca nelas. Já tive uma má experiência com caulastreas em que o meu P. imperador as comia, mas coincidência ou não foi quando desmanchei os meus anteriores aquas e meti tudo junto num deposito. Ele cresceu num aqua só de SPS e uma Tridacna derasa e não tocava em nada, nem bicar sequer. Hoje no novo aqua continua sem bicar em nada, mas tudo o que entra novo leva vistoria. O problema está nas coisas problemáticas (Tridacnas, LPS) que queira introduzir. Tenho aqui uma Tridacna máxima dentro de uma maternidade porque eles a chateiam e tenho medo que não lhes passe aquela "cosquice" inicial.
    O H. ciliaris bica bica bica nos SPS mas não faz nada. Provoca que os meus SPS durante o dia não tenham extensões de pólipos como é normal ver em aquário. Na natureza é isto que acontece, daí eles estenderem os pólipos a noite, porque durante o dia há muito anjinho e borboletas a chatear.
    Tanto o P. imperador como o H. ciliaris comem a mão e de tudo!
    Desde o inicio que tenho anjos que dou uma comida da Ocean Nutrition, a Angel Formula que contém esponja na sua mistura.
    Geralmente dou aos meus peixes flocos e granulado 1x/dia e um cubo de artémia, um de mysis e um de Angel formula 1x/dia.
    Já a umas duas semanas que não dou comida congelada e passei a dar 2x comida seca, porque abri guerra aos fosfatos! Mas não noto nada de anormal. Assim que o PO4 estiver sob controle a comida congelada é para voltar.
    É provável que tenha ficado algo por dizer/contar, mas já me perdi no relato...lol

    PS- Pedro pelo que me deu a parecer o autor é Brasileiro, e é normal eles usarem os nomes comuns que os ingleses e americanos usam.

  9. #9
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    Wink Re: Peixes Anjo em aquário - uma introdução

    Bom dia

    Citação Postado originalmente por Ricardo Santos
    PS- Pedro pelo que me deu a parecer o autor é Brasileiro, e é normal eles usarem os nomes comuns que os ingleses e americanos usam.
    ... o autor até podia ser Vietnamita, Mongol, Bosquímano ... será Brasileiro com mistura de Chinês (Chen) ... uma pessoa como todos nós! ... e pode usar os nomes comuns mas deve sempre colocar o nome científico ... nem que seja entre parêntesis para bem elucidar todos os leitores! ... eu quando escrevo no Manhattan Reefs ou na Reefs Magazine tenho sempre o cuidado ou faço o mais possível de colocar os nomes científicos e o nome comum usado localmente como por exemplo a limu-make-o-Hana que significa Alga da Morte e é mais conhecida como zoanthus!!!

    Citação Postado originalmente por Pedro Nuno
    Very popular, very easy to keep, available in a wide variety of colors and sizes, "limu-make-o-Hana", which translates to Seaweed of death (you can read the story here), is none other than the very much liked and kept zoanthids
    ou por exemplo (e não se enganem ao pronunciar ) Conus josephinae ou Cone josefina ou Cone da josefina (... eu disse e escrevi CONE!!!... ) que é um gastrópode do Género Conus família Conidae que entre outros abunda nas águas de Cabo verde ...

    e também coloco os valores em medida métrica e medida local (onças, polegadas, galões americanos, galões imperiais... etc...) ... só assim se garante boa informação para os leitores!!!!! ... o Planeta terra não se resume à nossa área geográfica! ... enfim procuro ser o mais preciso e detalhado possível! ... uma informação mal detalhada ou precisa pode levar a resultados desastrosos...

    Seria util que colocassem vídeos dos vossos peixes e para tal podem usar o reefforum embora o acesso seja restrito mas os moderadores podem ajudar, ou o Youtube ... e desse modo fica bem mais evidente o que se transmite e permite melhor avaliação a todos os interessados... e assim pegando no exemplo que o Ricardo Pinto apresentou aqui vai o sistema do Jawsee em vídeo ... apreciem e avaliem !!! ... vale bem!


    Holacanthus clarionensis num sistema de recife ...


    aqui mais um sistema interessante onde abundam corais, comida, peixes ... entre os quais um Zanclus ...


    e há mais ... mas por agora ficam estes ...e a sugestão de que coloquem vídeos ... para melhor se avaliar.

    Pedro Nuno


    "I may of course, be egregiously wrong; but I cannot persuade myself that a theory which explains several classes of facts can be wholly wrong"...Tradução: É claro que eu posso estar egregiamente errado; mas não me consigo persuadir de que uma teoria que explica várias classes de factos, possa estar completamente errada"...
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  10. #10
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    Wink Re: Peixes Anjo em aquário - uma introdução

    ... mais um... este até chaetodons tem ...



    mais outro ... com um Pygoplites ...interessante de ver que a tridacna está bem aberta e não é confundida com o petisco de bivalves abertos que é oferecido ... tive experiência idêntica ...


    este tem entre outros um Holacanthus ciliaris e muitos sps ...



    Pedro Nuno


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  11. #11
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    Re: Peixes Anjo em aquário - uma introdução

    O vídeo que gostei mais foi o do japonês, com altos SPS, anjos e borboletas. Estava magnífico o aquário.

    Fui tentar saber um pouco mais sobre esse sistema e encontrei mais alguns vídeos:

    O que vê em cima, no post do Pedro é de Agosto de 2009.

    Este é de Jan 2011



    E estranhamente neste último vídeo, do início de Abril, já não se vêem butterfly



    Que se terá passado? Certamente não foi por darem cabo de corais, porque ele teve o aquário em condições durante quase dois anos.

  12. #12
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    Wink Re: Peixes Anjo em aquário - uma introdução



    aqui está o canal do individuo (Japonês ?) YouTube - Canal de pontyandayo

    Subscrevendo talvez se possa chegar "à fala" com a pessoa ...

    Pedro Nuno


    "I may of course, be egregiously wrong; but I cannot persuade myself that a theory which explains several classes of facts can be wholly wrong"...Tradução: É claro que eu posso estar egregiamente errado; mas não me consigo persuadir de que uma teoria que explica várias classes de factos, possa estar completamente errada"...
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  13. #13
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    Re: Peixes Anjo em aquário - uma introdução

    Citação Postado originalmente por Pedro Nuno Ferreira Ver Post
    este tem entre outros um Holacanthus ciliaris e muitos sps ...

    Esse aquário conheço bem desde o inicio da montagem! É o Mafia's Tank - 400 Gallons, e é o antigo aquário do Chingchai (DSPS Tank From Thailand (1000 Gallons+)). Podem ver aqui o aquário na altura em que o Ching ganhou o prémio de TOTM da reefkeeping com esse aqua: Tank of the Month - May 2008 - Reefkeeping.com

    O H. ciliaris acabou por morrer, pois não comida salvo erro. Entretanto tem outros anjos.

  14. #14
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    Wink Re: Peixes Anjo em aquário - uma introdução



    Citação Postado originalmente por Ricardo Pinto
    Que se terá passado? Certamente não foi por darem cabo de corais, porque ele teve o aquário em condições durante quase dois anos.
    Subscrevi o canal em causa e enviei mensagem ... vamos ver se responde ...

    Pedro Nuno


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  15. #15
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    Re: Peixes Anjo em aquário - uma introdução

    O H. ciliaris acabou por morrer, pois não comida salvo erro. Entretanto tem outros anjos.
    É uma tragédia, ter um peixe saudável e que morre por "não comer". Como o Pedro Nuno disse, quando decidimos comprar qualquer peixe é preciso estar disponível para ultrapassar barreiras.
    Gostei de ver, num dos vídeos, que tinham colocado a comida no interior de "conchas" de bivalves, no substracto. Essa técnica parece funcionar.

  16. #16
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    Wink Re: Peixes Anjo em aquário - uma introdução

    Citação Postado originalmente por Ricardo Pinto Ver Post
    O vídeo que gostei mais foi o do japonês, com altos SPS, anjos e borboletas. Estava magnífico o aquário.

    Fui tentar saber um pouco mais sobre esse sistema e encontrei mais alguns vídeos:

    O que vê em cima, no post do Pedro é de Agosto de 2009.

    Este é de Jan 2011


    E estranhamente neste último vídeo, do início de Abril, já não se vêem butterfly


    Que se terá passado? Certamente não foi por darem cabo de corais, porque ele teve o aquário em condições durante quase dois anos.
    lá Ricardo

    Subscrevi o canal pontyandayo em causa e enviei mensagem e recebi resposta ...


    Citação Postado originalmente por Pontyandayo
    Thank you for your comment! Three months ago, all angelfish and butterfly fish were died without knowing particular reasons except one angelfish.
    Pela resposta nem a pessoa sabe o que se passou...

    Pedro Nuno


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  17. #17
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    Re: Peixes Anjo em aquário - uma introdução

    Pois... tal como os peixes, eu também morria de d€€sgosto!!

    Mas por falar em aquários carregados de anjos raros



    Chamo a atenção para o Geniacanthus personatus, no vídeo parece-me uma fêmea, mas como é juvenil não sei, ainda vai mudar. Que acham?

    O macho



    A fêmea



    Isto para não falar no arcuatus, no xanthopunctatus, no C. tinkeri, etc.

  18. #18
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    Re: Peixes Anjo em aquário - uma introdução

    Viva pessoal,

    Quero tembem aproveitar este excelente tópico para deixar o meu testemunho sobre os meus anjos e borboletas!!

    Neste momento mantenho 2 centropyge ( Potteri e Acanthops), 1 Paracentropyge MUltifasciathus, 1 Pygoplitos Diacanthus, 2 Genicanthus Bellus e 2 Hemitaurichthys Polylepis e conto colocar mais 1 borboleta em breve!

    Todos os peixes aparentam estar bom de saúde e a comer bem!! Pelo menos aparentemente!!!

    Optei por colocar 1 alimentardor automatico para completar o qaudro alimentar dos peixes, esse alimentador contem 4 marcas diferentes de comida granulada ( Dr. Basseler, Fauna marine, ocean nutricion formula one e uma outra que agora não me recorda o nome), aproveitei e tambem misturei algum CYCLOP-EEZE para alimentar os corais! O alimentar esta programado para alimentar 4 vezes ao dia. Eu, para ajudar a melhorar o quadro alimentar, faço uma alimentação complementar com artemia,mysis forteficada em alho e vitaminas e normalmente alimento 2 a 3 vezes ao longo da noite, é conforme me da!!.

    Os peixes comem que nem uma maravilha, comem de tudo excepto o Paracentropyge que só come congelado, mas tudo bem, pode ser que com o tempo pegue no granulado !!
    O Pygoplitos entrou em Fevereiro e até a data tem mostrado ser um Peixe extremamente activo, e pelo que vejo cada vez melhor!!
    O Hemitaurichthys polylepis, esses são de guerra, já tive alguns probleams no aquário que me levou a perca de alguns peixes, mas esses meninos sempre em grande forma, e comem que nem uns desalmados.
    Os Genicanthus Bellus foram os ultimos a entrar e até a data têm mostrado serem pouco esquesitos com a comida, marcha tudo que aparece a frente!!
    Os Centropyge, esses nem se fala!! So não comem a rocha porque é muito dura!!

    Deixo umas fotos disponiveis dos meus meninos:

    Hemitaurichthys polylepis


    Pygoplitos Diacanthus


    Paracentropyge Multifasciathus


    Centropyge Potteri


    O resto ainda não tenho fotos, logo que possivel coloco aqui os restantes peixes!!

    Abraço

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