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Tópico: Propagação de corais no mundo de língua Portuguesa

  1. #26
    Membro Identificado Avatar de Diogo Lopes
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    Re: Propagação de corais no mundo de língua Portuguesa

    Oi,

    Citação Postado originalmente por Pedro Nuno Ferreira
    Post Scriptum: Diogo Lopes não me esqueci de ti..., tenho é de preparar algumas perguntas...
    Faz as perguntas que quiseres - sinceramente a minha propagação sempre foi muito grosseira quando comparada com os casos do Gil, e ainda mais do Machado de Sousa ou do Ricardo Rodrigues. Eu simplesmente cortava os corais (ou partia). Nunca tive cuidados e sempre me dei bem!

    O unica caso onde a coisa foi feita com um pouco mais de cuidado, foi com a eflorecens ja mencionada.

    Aproveito para Vos deixar umas fotos que encontrei... o meu primeiro frag, feito salvo erro em 2001.







    Depois deste episodio, eu o Perpectua e o Alexandre Rodrigues, partimos uma grande acropora a qual chamamos a "nossa acropora"...









    Como podem ver a tecnica era grosseira!

  2. #27
    Membro Identificado Avatar de Ricardo Rodrigues
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    Re: Propagação de corais no mundo de língua Portuguesa

    Olá Diogo e bem-vindo a bordo!

    Se dizes que a tua técnica é grosseira havias de ver o tamanho do martelo e escopro que uso para partir os corais... digamos que o teu escoprozinho parece uma agulha de cozer!!! O teu tópico da Acropora efflorescens para mim foi aquele que até hoje despertou mais a atenção para a propagação dos corais SPS, um exemplo a seguir.

    Respondendo à questão do Pedro Nuno Ferrerira sobre o meu não uso de aditivos a razão é muito simples, é um processo não natural. Uma vez que utilizo água natural e que faço mudanças de água regulares não sinto nenhuma necessidade de repor nutrientes de forma artificial. No entanto admito que os métodos artificiais de fertilização têm resultados ao nível da coloração dos corais. Outra das razões porque não recorro a este método é o facto dos meus corais viajarem para outros aquários e dessa forma poderem adaptar-se melhor às novas condições e não sentirem a ausência desses químicos na água. Talvez no futuro apareçam aparelhos acessíveis ao hobby que nos permitam medir valores dos elementos vestigiários (ou oligoelementos) para poder quantificar a presença destes na água e dosear com segurança.
    "The natural world is, and probably always will be, complicated far beyond human understanding" J.E.N. Veron

  3. #28
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    Re: Propagação de corais no mundo de língua Portuguesa

    Citação Postado originalmente por Ricardo Rodrigues

    Respondendo à questão do Pedro Nuno Ferreira sobre o meu não uso de aditivos a razão é muito simples, é um processo não natural. Uma vez que utilizo água natural e que faço mudanças de água regulares não sinto nenhuma necessidade de repor nutrientes de forma artificial. No entanto admito que os métodos artificiais de fertilização têm resultados ao nível da coloração dos corais. Outra das razões porque não recorro a este método é o facto dos meus corais viajarem para outros aquários e dessa forma poderem adaptar-se melhor às novas condições e não sentirem a ausência desses químicos na água. Talvez no futuro apareçam aparelhos acessíveis ao hobby que nos permitam medir valores dos elementos vestigiais (ou oligoelementos) para poder quantificar a presença destes na água e dosear com segurança.
    Viva Ricardo
    Em boa medida partilho das tuas razões porque de facto ao efectuarmos as trocas parciais de água estamos a repor elementos vestigiais consumidos e pelo menos enquanto não tivermos ao alcance meios para efectuar medições do teor de tais elementos vestigiais, prefiro correr o risco de não estar a repor os mesmos no teor necessário do que em lugar de repor, adicionar ou seja, repor em excesso. Além disso já me ocorreram problemas por adicionar ou repor elementos vestigiais, situação que pude relacionar com o facto de repor ou adicionar os mesmos, já o contrário nunca consegui correlacionar.
    É interessante também constatar que quando os meios técnicos e financeiros o permitem, podem ser efectuadas reposições de determinados elementos como é o caso deste aquário que nos deste a conhecer recentemente Aq. Reef com 620 000l (Atlanta, Georgia, US) onde o Iodo e o Estrôncio são repostos em base semanal

    Weekly additions of iodine and 10% strontium chloride are added to system, and daily dive maintenance is scheduled in the morning before the aquarium opens to do the following:
    • Wipe down the viewing window
    • Check on all fish and invertebrates in the system
    • Stir the gravel
    • Dust corals as needed
    • Target feed corals (“Phyto feast™” from Reef Nutrition, frozen adult brine shrimp, frozen Cyclop-Eeze®, live Artemia)
    • Feed four stations of greens for the fish (romaine, bokchoy and broccoli)
    Water quality is assessed by various means, including:
    • Daily testing of temperature, salinity, ORP, dissolved oxygen, pH, alkalinity, phosphates and calcium
    • Weekly testing for ammonia, nitrite, nitrate, turbidity, iodide, and strontium
    • We use an ion chromatograph (reagent free) to test for nitrates, calcium and strontium
    • The Hach 2100P is used to test for ammonia, nitrites, turbidity and phosphates
    • A “Seven Easy” Mettler Toledo is used to test pH and salinity
    repare-se no programa de trabalho de que saliento uma das regras que nos indicaste como importante para os bons resultados, organização...

    Citação Postado originalmente por Ricardo Rodrigues
    5 - Que regras a cumprir aplicam/consideram imperativas?
    Ser organizado nas tarefas a efectuar.
    e repare-se também que além do Iodo e do Estrôncio, nada mais repõem ou acrescentam que não sejam as trocas parciais de água. Monitorizam essencialmente os mesmos parâmetros que monitorizamos.

    Questiono-me porque nos disponibilizam no mercado soluções de elementos vestigiais que não conseguimos monitorizar/avaliar, sobretudo por esse facto, ou seja, se não sei o que está em falta ou se está em falta como vou decidir se devo ou não repor/adicionar....enfim há evidências factuais de evolução/desenvolvimento/crescimento dos corais por acção de adição/reposição de elementos vestigiais na forma das tais soluções, e por exemplo o Diogo Lopes apresentou um tal caso por meio de fotografias e penso que fica clara a relação causal entre o crescimento registado e o uso de uma tal solução, mas...e para usar um chavão da gestão pela qualidade..."se não posso medir, não posso controlar"...ao que eu acrescento que pode correr bem mas também pode não correr.
    Posto isto não ficarei surpreendido e até espero que aconteça, se nos próximos anos e ao ritmo a que se processa a evolução dos conhecimentos, novas realidades, factos acerta dos elementos vestigiais venham a ser claramente identificados e comprovados e meios acessíveis e fiáveis para os monitorizar, disponibilizados.

    Outro aspecto muito interessante e relevante que salientas, é o facto de teres corais que poderão ir para outros aquários que não sabes como são geridos e assim melhor é preparar os corais para estarem habituados a viver com o mais simples possível que assim terão melhores probabilidades de se adaptarem e evoluirem nos novos sistemas, pessoalmente e não excluido a outra possibilidade, prefiro comprar/receber frags provenientes de tais sistemas como o teu ou o do Gil por exemplo

    Citação Postado originalmente por Gil Miguel
    4 - Que aditivos usam/consideram imperativos?

    Nunca usei qualquer tipo de aditivo nos meus aquários (o de propagação inclusive). Adicionava marine snow de vez em quando, cyclopeez e bosmiden.
    porque sei que no meu sistema irão encontrar algo semelhante.

    Atenciosamente
    Pedro Nuno


    "I may of course, be egregiously wrong; but I cannot persuade myself that a theory which explains several classes of facts can be wholly wrong"...Tradução: É claro que eu posso estar egregiamente errado; mas não me consigo persuadir de que uma teoria que explica várias classes de factos, possa estar completamente errada"...
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  4. #29
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    Re: Propagação de corais no mundo de língua Portuguesa

    Viva


    Deixo aqui minha alegria de poder ver um importante tópico.

    Parabéns
    No fim, conservaremos apenas o que gostamos, e gostaremos apenas do que compreendemos e compreenderemos apenas o que nos tiver sido ensinado.” Baba Dioum.
    _________________________

    www.reefforum.net, www.ipaq.org.br e www.reefbrazil.org, unidos em prol do aquarismo marinho em lingua portuguesa.

  5. #30
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    Re: Propagação de corais no mundo de língua Portuguesa

    Boas Pedro

    Viva Gil
    Pela tua parte o que te leva a preceder deste modo, que experiência colheste para te levar a agir assim


    Na minha curta experiência, sempre consegui têr a intensidade de cor pretendida sem a adição seja do que fôr, dai para quê usar aditivos?

    Por outro lado e numa perspectiva de cedência de frags para outros aquarios (quer pela troca, quer pela venda de frags resultantes de propagação), tenho a mesma opinião do Ricardo: a utilização de aditivos podem "adulterar" a coloração de alguns corais, que nos aquarios para onde estes transitam, essa mesma cor perde intensidade de forma muito notória.

    Existe tambem a já muita discutida questão da impossibilidade de medição minimamente rigorosa do que existe no aquario e do que é adicionado.
    www.reefcenter.vstore.ca
    There are no facts, only interpretations.
    Friedrich Nietzsche (1844 - 1900)

  6. #31
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    Re: Propagação de corais no mundo de língua Portuguesa

    Viva
    O tempo não tem sido muito para navegar aqui no fórum, mas reservei algum para ir lendo o tópico que o Machado de Sousa abriu na Reefcentral sobre a sua maternidade de corais=coral maternity
    e voltado à questão da iluminação está lá uma resposta que é importante ter aqui não só pela explicação relativa à razão da temperatura de cor empregue, como por outro aspecto que considero importante salientar, os crescimentos e a alelopatia. Como é sabido, pelo menos já o tenho mencionado, no verão passado perdi grande parte dos corais que tinha devido à canícula que assolou o nosso País particularmente durante uma altura em que tinha a casa em obras, a segunda fase de obras a que se seguiu uma terceira seis meses depois e ainda faltam mais uma coisitas, mas já está e agora vou ter ar condicionado que é outra coisa em que nem sempre pensamos e devemos. Mas mesmo assim e justamente se não tivesse tido o problema que tive, agora estaria a ter seguramente, porque mesmo sem reactor de cálcio e só adicionando kalkwasser, os crescimentos estavam a começar a fazer-se sentir e mais tarde ou mais cedo iriam acabar em guerra química ou alelopatia generalizada com as consequências nefastas que daí advêm. Estamos sempre a aprender e temos de aproveitar todas as oportunidades para o fazer e devemos transformar os momentos menos bons em oportunidades de fazer melhor e isso é o que tenho andado fazer, talvez mais lentamente do que esperava/tencionava, mas talvez tenha sido melhor assim porque fui aprendendo mais, gerindo melhor, tudo tranquilo, nada de pressas.
    Um dos cuidados que quero desenvolver é justamente a quantidade de corais e o espaço para os mesmos dedicado já a pensar que um dia crescem e se o espaço não for previsto, pode ser um problema grave. Curiosamente ontem ao fim da tarde visitei um lojista conceituado da nossa praça e lá estava para venda uma Seriatopora caliendrum muito aberta e enorme que um cliente que não é membro do nosso fórum ou qualquer outro que eu saiba porque simplesmente não aprecia navegar em fóruns, deixou à venda, por uma quantia bem interessante e acessível, esse magnifico coral pela razão de que o mesmo lhe tinha crescido tanto que já estava a sofrer com isso. Terá tirado um frag que irá crescer e transformar-se em nova colónia e colocou a colónia dadora à venda e fará assim sucessivamente como se sabe já ter feito. É uma abordagem possível mas que me deixa a pensar porque se investe tanto tempo e meios para depois retirar e vender...enfim será uma abordagem interessante para uns e não para outros, mas seja o que for e cada um segue a orientação que melhor se lhe ajusta, eu já recusei a compra de alguns corais recentemente por justamente não ter o lugar adequado para os mesmos e fico contente por o ter feito porque iria ter problemas e além disso ainda ando a recuperar o meu sistema.
    Ora lendo a resposta que o Machado de Sousa deu a Reefcentral sobre a razão de usar as temperaturas de cor que usa, temos um aspecto muito interessante que pode ser usado em favor da gestão do espaço e que o Machado de Sousa nos transmite da sua experiência, as temperaturas de cor mais elevadas promovem menor crescimento e mais cor.

    Citação Postado originalmente por Machado de Sousa
    Yes. I made some tests. I always used for years, before mounting this prop, Metal Halide lamps in my home aquariums. I used 2/3 of l10.000ºK HQI lamps as main light and a correction of the spectrum with 1/3 fluos with color temperature superior to 20.000ºK (Watts). Here, in my prop tanks, I cannot use this type of illumination, to prevent on heating and to reduce costs with the refrigeration in the summer.
    Using now only fluos I opted to 12.000ºK as main lamps and a correction of the spectrum with 18.000ºK. I concluded that using 60% of 12.000ºK lamps and 40% of 18.000ºK the corals grow more and their color is sacrificed. If I use 50/50 I obtain less growing and more color.
    Citação Postado originalmente por Machado de Sousa - tradução por Pedro Nuno Ferreira
    Sim. Fiz alguns testes. Sempre usei durante anos, antes de montar este adereço (NT: prop=Adereço que neste caso se interpreta por sistema de propagação), lâmpadas de iodetos metálicos nos meus aquários de casa. Usava 2/3 de lâmpadas HQI 10.000ºK como luz principal e uma correcção do espectro com 1/3 de fluorescentes com temperaturas de cor superiores a 20000ºK (Watts). Aqui nos meus aquários de propagação não posso usar este tipo de iluminação de modo a prevenir o aquecimento e reduzir os custos com a refrigeração no verão.
    Usando agora apenas fluorescentes eu optei por 12.000ºK como lâmpadas principais e uma correcção do espectro com 18.000ºK. Conclui que usando 60% de lâmpadas de 12000ºK e 40% de 18.000ºK, os corais crescem mais e a sua cor é sacrificada. Se usar 50/50 eu obtenho menos crescimento e mais cor
    Ora está aqui uma constatação que será uma mais valia para ajudar na gestão do espaço, dos crescimentos, dos sistemas, evitar a alelopatia ou reduzir a sua probabilidade. Eu pela minha parte opto por temperaturas de cor mais elevadas que sempre gostei mais e presentemente tenho menos temperatura de cor do que o que tinha porque substitui duas actínicas T5 de 54w por duas T5 de 15000K, mas mantenho duas actínicas e as HQI 14000ºK da Blau que se puder aumento para 20000ºK e pretendo experimentar as ATI de 25000ºK assim como as ATI Blue plus de 18000ºK, mas isto sou eu...e o Vitor Pestana, como será...

    Citação Postado originalmente por Machado de Sousa

    Hello!

    Two twins babies brothers, born and grown in my prop system, are gone for an interesting experience that consists of verifying how corals accustomed to the artificial light (T5) develop themselves when they are moved to live under sunlight. The famous and fantastic aquarium where they moved to http://www.reefcentral.com/forums/s...hreadid=1095596 belongs to my friend Vitor Pestana

    The twin babies brothers before move (first row on the right side)





    The two twins babies brothers moved:




    The two twins brothers rested in my aquarium, for comparison:




    All together in my aquarium before departure (first row):




    Let's see how twins grow under diferent light conditions...
    Sim sob a luz do sol natural, será sem dúvida diferente e o Vitor Pestana poderá melhor dizer como é, mas seja como for e penso que concordará/concordarão todos que é importante salientar que o espaço tem de ser gerido, tem de ser pensado previamente, as peças têm de ser escolhidas criteriosamente ou podem sofrer com isso.

    Há mais informações/experiências importantes no tópico do Machado de Sousa, que procurarei dentro dos meus limites de tempo actuais, ir trazendo/traduzindo para cá para melhor divulgar o seu trabalho e proporcionar mais informação que ajudará todos.

    Atenciosamente
    Pedro Nuno


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  7. #32
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    Re: Propagação de corais no mundo de língua Portuguesa

    Luis Delgado,
    Desculpa só agora responder à tua pergunta mas pensei que o tópico não tivesse tido qualquer evolução. Vou tentar vir cá mais vezes.
    Uso esta temp de cor por achar que é uma boa opção com vista a balancear o crescimento e a coloração dos corais para além de evitar a aparição de algas.

  8. #33
    Convidado de RF Avatar de Machado de Sousa
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    Re: Propagação de corais no mundo de língua Portuguesa

    Viva, Pedro,
    Só agora, depois de rever este tópico com mais atenção, verifiquei que antes do José Delgado,a quem acabei de responder, já tu tinhas posto uma mancheia de questões. Peço-te imensa desculpa pela minha desatenção e pelo atraso na resposta.

    Citação Postado originalmente por Pedro Nuno Ferreira
    o que te leva a considerar imperativo a reposição (e não adição porque aí o sistema acabaria com excedente dos mesmos....)...dos oligoelementos ou elementos vestigiais, fizeste avaliações, medições, que dados recolheste da tua experiência, o que te impele
    Quando falo em repôr os elemntos consumidos não quero com isso dizer que vou adicionar apenas esses mesmos elementos consumidos no metabolismo de plantas, animais e microorganismos. Do mesmo modo fazemos com as TPA's, tentando repôr os elementos vestigiiais consumidos no sistema, substituindo água velha do aquário por uma água nova, porque é mais rica em elementos vestigiiais em geral.
    Penso ser impraticável a avaliação de quais os elementos vestigiais efectivamente consumidos num sistema para os poder repôr com alguma precisão. Como o próprio nome indica, dos elemerntos vestigiais só há vestigios, e medir vestígios não é tarefa fácil para qualquer um de nós. Parece-me, contudo, uma bom tema para qualquer biólogo que pretenda fazer um trabalho de doutoramento em biologia marinha. No meu sistema nem sequer uma sonda de pH tenho a funcionar há mais de 6 meses, quer nos aquários ou em reactores de cálcio. Avariou-se, por falta de calibração, a que comprei ao Ricardo Lacerda e nunca mais comprei outra para a substituir.
    Da minha experiência verifico que é efectivamente um paradoxo como tão baixas concentrações dos elementos vestigiários são tão importantes para a vida.


    Citação Postado originalmente por Pedro Nuno Ferreira
    Que elementos vestigiais repões no teu sistema e com que frequência
    A avaliar pelo rótulo dos produtos, adiciono estroncio, potássio, barium, lítio, iodo, fluor, boro, molibdénio, bromo, ferro, crómio, manganês, níkel, zinco, cobalto, e os rótulos não dizem mais. Ah! e muita H2O destilada porque estes protutos ABC da GroTech vêm em depósitos de 5 litros!
    Costumava adicionar estes elementos diáriamente, mas como tenho a respectiva bomba de 3 vias a ser precisa para afinar o Ca, kH e Mg no sistema, vou adicionando o ABC quando me lembro.


    Citação Postado originalmente por Pedro Nuno Ferreira
    Efectuas monitorização do teor dos mesmos para saberes quando os deves repor Se sim quais e com que testes
    Só faço testes de Ca, kH e Mg de tempos a tempos, para ver se os parâmetros estão em ordem.
    Última edição por Machado de Sousa; 22-08-08 às 05:14.

  9. #34
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    Re: Propagação de corais no mundo de língua Portuguesa

    Citação Postado originalmente por Machado de Sousa

    Quando falo em repôr os elemntos consumidos não quero com isso dizer que vou adicionar apenas esses mesmos elementos consumidos no metabolismo de plantas, animais e microorganismos. Do mesmo modo fazemos com as TPA's, tentando repôr os elementos vestigiiais consumidos no sistema, substituindo água velha do aquário por uma água nova, porque é mais rica em elementos vestigiiais em geral.
    Penso ser impraticável a avaliação de quais os elementos vestigiais efectivamente consumidos num sistema para os poder repôr com alguma precisão. Como o próprio nome indica, dos elemerntos vestigiais só há vestigios, e medir vestígios não é tarefa fácil para qualquer um de nós. Parece-me, contudo, uma bom tema para qualquer biólogo que pretenda fazer um trabalho de doutoramento em biologia marinha. No meu sistema nem sequer uma sonda de pH tenho a funcionar há mais de 6 meses, quer nos aquários ou em reactores de cálcio. Avariou-se, por falta de calibração, a que comprei ao Ricardo Lacerda e nunca mais comprei outra para a substituir.
    Da minha experiência verifico que é efectivamente um paradoxo como tão baixas concentrações dos elementos vestigiários são tão importantes para a vida.

    Citação Postado originalmente por Machado de Sousa
    A avaliar pelo rótulo dos produtos, adiciono estrôncio, potássio, barium, lítio, iodo, flúor, boro, molibdénio, bromo, ferro, crómio, manganês, nikel, zinco, cobalto, e os rótulos não dizem mais. Ah! e muita H2O destilada porque estes produtos ABC da GroTech vêm em depósitos de 5 litros!
    Costumava adicionar estes elementos diariamente, mas como tenho a respectiva bomba de 3 vias a ser precisa para afinar o Ca, kH e Mg no sistema, vou adicionando o ABC quando me lembro.

    Citação Postado originalmente por Machado de Sousa
    Só faço testes de Ca, kH e Mg de tempos a tempos, para ver se os parâmetros estão em ordem.
    Viva Machado de Sousa e obrigado por te teres lembrado do tópico assim como pelas respostas
    Justamente analisando as tuas respostas fico com a ideia do seguinte:

    1 - que mesmo podendo medir pelo menos o Estrôncio, o Iodo e o Boro porque a Salifert oferece-te essa possibilidade, simplesmente não o fazes...e olha não digas a ninguém, fica entre nós...eu também não e os testes vão passar de prazo......e não os meço porque simplesmente não adiciono esses elementos vestigiais ou oligoelementos {do Grego olígos = pouco; pequeno; breve} individualmente, além disso o teste do Estrôncio é fastidioso e se te enganas na contagem dos tempos intermédios...é mais meia hora ou 40 minutos de teste....
    Quanto aos outros elementos vestigiais são necessários meios que estão fora do alcance da maioria de nós e até de muitos laboratórios que recorrem a outros com mais equipamento a quem solicitam que lhes façam os testes.

    2 - Eu também só meço os teores de Ca, KH e Mg...e o pH...ok por vezes também meço NO3 e PO4. Agora como nos dizes que
    Citação Postado originalmente por Machado de Sousa
    vou adicionando o ABC quando me lembro.
    ...não tens a sensação/ideia que eu tenho de que se não colocasses rigorosamente nada ia dar ao mesmo...ou seja o que já fazes com a trocas parciais de água (=TPA), os reactores de cálcio com substrato que eventualmente já liberta vários dos elementos vestigiais ou oligoelementos...é quanto basta obviamente bem sustentado por refúgios com leitos de areia profundos, macro algas e um mangue já a caminho de dezena e meia de anos...

    Atenciosamente
    Pedro Nuno


    "I may of course, be egregiously wrong; but I cannot persuade myself that a theory which explains several classes of facts can be wholly wrong"...Tradução: É claro que eu posso estar egregiamente errado; mas não me consigo persuadir de que uma teoria que explica várias classes de factos, possa estar completamente errada"...
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  10. #35
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    Re: Propagação de corais no mundo de língua Portuguesa

    Citação Postado originalmente por Pedro Nuno Ferreira
    .
    ..Agora como nos dizes que ...não tens a sensação/ideia que eu tenho de que se não colocasses rigorosamente nada ia dar ao mesmo...ou seja o que já fazes com a trocas parciais de água (=TPA), os reactores de cálcio com substrato que eventualmente já liberta vários dos elementos vestigiais ou oligoelementos...é quanto basta obviamente bem sustentado por refúgios com leitos de areia profundos, macro algas e um mangue já a caminho de dezena e meia de anos...
    Para um aquário doméstico, mesmo com alguns corais e peixes, a necessidade de utilizar produtos como o ABC e afins poderá ser discutível (quando eu tinha os meus áquas em casa nunca usei) e as TPA's de 10% semanais poderão dar uma ajuda e algum conforto espiritual ao dono do aquário. Mas quando o sistema começa a ter alguma dimensão e a bicheza começa a ser em quantidade razoável, as coisas começam a não ser tão lineares assim.
    Na minha opinião, com as TPA's, ainda que semanais, poucos (ou quase nenhuns) elementos consumidos são retituídos a um aquário. E acredito ainda menos nas TPA’s em grandes sistemas. E justifico porquê:
    Se fizermos uma TPA de 10% em qualquer aquário, ainda que utilizando um sal com concentrações de Cálcio=450, kH=10 e Mg=1350 (valores que não se vê nem no melhor sal à venda no mercado!), e se medirmos os valores de Ca, kH e Mg no aquário, antes e depois da TPA, verificamos que as concentrações destes elementos no aquário permanecem inalteradas. Já alguém fez esta experiência? Nem é preciso fazer. É claro que que fica tudo na mesma. Ninguém duvida de que só com TPA’s não conseguimos manter estes elementos em concentrações aceitáveis num aquário e por alguma razão adicionamos diariamente cálcio, buffers e magnésio. Mas acontece que num aquário não se consome só Ca, kH e Mg. Consomem-se uma infinidade de outros elementos essenciais à vida, vestigiais ou não, e quanto maior a concentração de consumidores no sistema maiores serão os consumos. As TPA's de 10% semanais servem para retirar 10% dos poluentes existentes no sistema, e pouco mais, mas para adicionar o quer que seja ao sistema de pouco serve.
    Nos recifes, as TPA's não são de 10% por semana. São de 100% a cada instante, continuamente. Penso que uma TPA de 10% por semana apenas é melhor do que nada! Esta é mais uma opinião como as outras. Polémica talvez.

    Quanto aos elementos libertados pelos substratos, reactores de cálcio, etc., em sistemas como o meu, são insignificantes.

  11. #36
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    Re: Propagação de corais no mundo de língua Portuguesa

    Costumava adicionar estes elementos diáriamente, mas como tenho a respectiva bomba de 3 vias a ser precisa para afinar o Ca, kH e Mg no sistema, vou adicionando o ABC quando me lembro
    Viva,

    Estás a utilizar o Balling method?

    Lembro-me do aquário do mês de Julho na Reefcentral que não usava sequer reactor de cálcio, pelo menos desde há uns meses.

    Que tal os resultados?

    Abraço,

  12. #37
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    Re: Propagação de corais no mundo de língua Portuguesa

    Viva Machado de Sousa

    Citação Postado originalmente por Machado de Sousa
    As TPA's de 10% semanais servem para retirar 10% dos poluentes existentes no sistema, e pouco mais, mas para adicionar o quer que seja ao sistema de pouco serve.
    Nos recifes, as TPA's não são de 10% por semana. São de 100% a cada instante, continuamente. Penso que uma TPA de 10% por semana apenas é melhor do que nada!
    Efectivamente 10% é um mínimo que ajuda a remover 10% dos poluentes e no recife as trocas serão 100% pelo menos duas vezes em cada 24 horas ou mesmo muito mais do que isso e até em continuo promovido pela acção das marés, das correntes marinhas. Mas no meu caso já vou nos 30% e estou a ver se consigo chegar aos 50% por semana. Por enquanto a logística não me permite fazer tudo com água natural e de qualquer modo não excluo as misturas sintéticas, até porque o mar nem sempre está de feição. O Carlos Mota é uma pessoa que neste momento já estará a fazer as trocas em continuo com o sistema de tanques ou reservatórios que organizou ou estava a organizar. Quando as trocas parciais de água são desta importância, no meu caso 30% e procuro alcançar os 50% e se puder ou quando puder chego aos 100%, e embora não seja diariamente e duas vezes ou mais por dia e/ou em continuo, a situação é bem diferente dos tais 10%, pelo que no resultado também o será e esse resultado também será influenciado pelo numero de animais existentes no sistema que quantos mais tiver mais exige, mas mesmo assim e tratando-se de elementos vestigiais continuará a ser necessário repor por adição, mesmo não se conseguindo medir se é ou não necessário, ou seja, registaste evidências no teu sistema ou noutro em que a não reposição por adição além das trocas parciais de água produz resultado negativo, tipo os corais começam a definhar, ou exibem sinais de estar menos bem

    Citação Postado originalmente por Machado de Sousa
    Quanto aos elementos libertados pelos substratos, reactores de cálcio, etc., em sistemas como o meu, são insignificantes.
    Viva
    Não sei exactamente que substratos usas e o que diz literatura da sua composição que possa vir nos rótulos ou folhetos/manuais a acompanhar o produto, seja como for, poderias explicar como avaliaste esse teor insignificante que é libertado Será por e de acordo com indicações do produtor, um sistema com uma cubicagem como o teu necessitar de quantidades demasiado elevadas para poderem ser geridas com viabilidade

    Atenciosamente
    Pedro Nuno


    "I may of course, be egregiously wrong; but I cannot persuade myself that a theory which explains several classes of facts can be wholly wrong"...Tradução: É claro que eu posso estar egregiamente errado; mas não me consigo persuadir de que uma teoria que explica várias classes de factos, possa estar completamente errada"...
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  13. #38
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    Re: Propagação de corais no mundo de língua Portuguesa

    Citação Postado originalmente por Carlos Mota
    aqui vai mais umas novidades do meu sistema
    montei mais um aquário para receber os futuros frags pois o que tinha já tá muito cheio e meti um bidão de 800 litros para fazer TPAs continuas
    meti um sistema de soro sempre a mandar para a sump
    onde cai em cima da bomba de retorno que leva para o primeiro andar onde retorna a sump depois de passar por queda nos aquários todos
    onde tem um furo que leva a agua para o esgoto chegando a certo nível da sump,estou a tentar apontar isso para trocas de uns 30\50 litros diários

    o certo é que nunca vi os meus corais com os pólipos tão distendidos e com tanta vida como agora
    umas fotos para tentarem entender o que quero dizer











    Citação Postado originalmente por Carlos Mota
    os paramentos da agua da nossa costa,embora não sejam o ideal de um aquário de recife se forem constante são muito equilibrados o que faz com que se produza crescimentos e cores pelo que me tem dito a experiencia de cada vez que se tenta mudar alguma coisa na quimica drasticamente só piora baseado nisso estou a fazer essa experiência
    embora esteja a pensar adicionar uns suplementos para subir algum parâmetro mas por agora vou ver o que isto dá e acredito que com tantas mudanças de agua neste momento o meu reactor está a trabalhar apenas a gastar media e co2 mas como está lá não vou desligar

    basta dar uma olhado no aquário do mês da reefkeeping para veres que para ter grandes crescimentos e bonitas cores os valores do aquário não precisam de valores muito altos
    http://reefkeeping.com/issues/2008-07/totm/index.php
    Citação Postado originalmente por Carlos Mota
    tenho um refugio sim
    cheio de macro algas de todas as espécies que consegui arranjar
    agora se é bom ou não,ai é outra conversa...
    mas acho que sim é um bom se não o melhor exportador de nutrientes,mas em minha casa a verdade é que morre quase tudo... agora o porquê não faço a mínima ideia..
    Viva Carlos Mota
    No meu ponto de vista estás a seguir a melhor abordagem de todas relativamente às trocas de água e não só, mas isto não é de agora e tu sabes disso.
    Como têm evoluido as coisas

    Decorrido este tempo que alterações/ajustes/melhorias fizeste

    Sei que estás a criar excelentes frags e também sei qual o destino de boa parte dos mesmos, pelo menos até recentemente, o que é também uma excelente iniciativa e abordagem que promove a sustentabilidade a muitos níveis

    Tens imagens actualizadas que possas colocar aqui

    Relativamente ao refúgio remoto que tens/tinhas:
    Ainda continua sem leito de areia profundo (LAP=DSB)?

    Há evoluções no mesmo que tenhas efectuado/registado?

    As algas que lá tens são só Chaetomorpha?

    Atenciosamente
    Pedro Nuno


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  14. #39
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    Re: Propagação de corais no mundo de língua Portuguesa

    Oi Pedro.

    -Fazes uma TPA de 30% e queres no futuro fazer de 50% é isso que eu precebi.
    -Então diz-me qual é o teu reactor de cálcio ,que consegue manter os niveis de cálcio com o consumo dos corais e com essas TPAs todas.

    Eu acredito plenamente que as TPAs regulares faz bem a qualquer sistema mas é praticamente impossivel manter os niveis de cálcio só com um reactor de cálcio é preciso a ajuda de outro metodo como o Balling ou outro parcido.

    Concordo a 100% com o companheiro Machado de Sousa ,uma coisa é ter um sistema com meia duzia de corais duros e outra é ter um sistema grande cheio de duros.


    Já agora um refugio nem sempre é positivo porque compete directamente com os corais em questão dos elementos vestigiais...



    Um abraço Rogério.

  15. #40
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    Re: Propagação de corais no mundo de língua Portuguesa

    Citação Postado originalmente por Rogerio Miguel Gomes
    Oi Pedro.

    -Fazes uma TPA de 30% e queres no futuro fazer de 50% é isso que eu precebi.
    -Então diz-me qual é o teu reactor de cálcio ,que consegue manter os níveis de cálcio com o consumo dos corais e com essas TPAs todas.
    O reactor de cálcio que como sabes é um Deltec PF 601S está aqui desactivado e o sistema está em reconstrução, e quando estiver reconstruído, nesta casa ou na nova, terá poucos corais, possivelmente será dedicado a uma zona do planeta que estou a estudar neste momento, e nem todos os peixes que tenho lá ficarão, sendo passados para outro sistema.
    A questão aqui não é como eu pessoalmente consigo ou deixo de conseguir, eu estou a Moderar um tópico onde procuro reunir o maior numero de experiências vividas e a questão é até que ponto é que não se medindo o que se coloca no sistema e não se medindo o que é consumido se nota ou se registam evidências claras de correlação entre o colocar ou não colocar e o prosperar ou não dos corais.

    Citação Postado originalmente por Rogério Miguel Gomes
    Eu acredito plenamente que as TPAs regulares faz bem a qualquer sistema mas é praticamente impossível manter os níveis de cálcio só com um reactor de cálcio é preciso a ajuda de outro método como o Balling ou outro parecido.

    Concordo a 100% com o companheiro Machado de Sousa ,uma coisa é ter um sistema com meia dúzia de corais duros e outra é ter um sistema grande cheio de duros.
    E acreditas muito bem porque é tua opção, a tua vivência e estás no teu direito. A questão aqui no meu caso não é se se acredita nisto ou naquilo, se se defende A ou B, eu estou a exercer o meu papel imparcial de moderador procurando obter a maior quantidade de informação possível das vivências de valor reconhecido que aqui vou reunindo neste tópico. Tenho as minhas próprias considerações/preferências mas são minhas! que já exprimi e vou exprimindo ao longo dos vários tópicos mais como apontamentos meus para forma de preparar discurso e desenvolver texto/entrevista, tipo jornalista, mas como disse são minhas e valem para mim apenas e se notasse que influenciavam o discurso/as ideias, simplesmente retiro-as a qualquer momento e refaço os meus textos e se pretenderem que pare com o tópico porque não está a ajudar nada, digam que eu paro e retiro-o para não prejudicar.

    Citação Postado originalmente por Rogério Miguel Gomes
    Já agora um refugio nem sempre é positivo porque compete directamente com os corais em questão dos elementos vestigiais...

    Um abraço Rogério.
    Pode de facto assim ser, além disso e na reconstrução eu tive de refazer o meu refugio porque simplesmente estava mal feito/estruturado, já lá vão quase três meses e está a evoluir bem. O Machado de Sousa e tu Rogério, ambos tendes refúgios com mangue e pelo que tenho lido do que ambos escrevem sobre os mesmos, estão satisfeitos e se de facto correlacionam a necessidade de adicionar elementos vestigiais para compensar a acção que os refúgios possam ter nos mesmos, não me lembro de ter lido isso e é também importante que cá seja colocado. Seja como for, são opções que tal como outras devemos procurar aprofundar o mais possível para melhor esclarecer, o que entre outros me levou a já traduzir e publicar três artigos bem extensos sobre o assunto e mais três outros relacionados, como possivelmente saberás/terás lido, e isto para me esclarecer a mim e a todos os que o pretenderem.

    Atenciosamente
    Pedro Nuno


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  16. #41
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    Re: Propagação de corais no mundo de língua Portuguesa

    boas

    tenho seguido atentamente este o todos os topicos que se passam por aqui no forum

    se não falo mais ou debato este ou aquele assunto é porque não percebo muito disto dos salgados

    mas se que tenho uma coisa boa, é o facto de experimentar as coisas das quais acho que é certo
    o que faz com se se falo de alguma coisa é por experiência própria e não de ouvir alguém dizer, ou de ler em qualquer tópico que é bom e depois andar a pregar que isto ou aquilo é o melhor que se pode fazer sem experiência nenhuma

    agora tentando responder há questão dentro da minha experiência

    desde inicio das minhas lides de agua salgada há uns 3 anos atrás sempre usei agua natural
    como na altura a minha experiencia era muito pouca e com medo de fazer alguma asneira trocava quantidades brutais de agua
    que fez com que fosse possível ter um bom aquário de corais sem adicionar nada, tudo o mais natural possível

    como quando está tudo bem a gente quer ainda melhor resolvi na altura usar o sistema completo da zeoovit
    acreditem que o que aquilo resulta mesmo
    o que os produtos tem ou deixam de ter, não faço a mínima ideia
    mas como depois da bonança bem a tempestade
    ou por desleixo meu ou por viciar demais um sistema sei que depois de um tempo aquilo descambou
    o porquê? não sei!

    é dificel saber ,senão impossivel mesmo

    eu sei é que ainda hoje tenho corais desse tempo que nunca mais foram iguais,nem em cor nem em crescimentos
    sei e nisso tenho a certeza que depois de passar por uma fase stressante como a que o coral passa leva muito tempo o coral a recuperar de novo
    isso tenho a certeza, assim como sei que um coral que se compre de uma importação de um sistema desses,as vezes passa por uma adaptação de mais de 6 messes para recuperar o crescimento e as cores lindas que vem
    a maior parte das vezes viram castanhos em poucas semanas

    na minha ultima montagem e como pensei que já sabia mais alguma coisa,tentei não fazer tantas trocas de agua porque por mais que se goste disto não é fácil buscar tanta agua
    tentei manter um sistema com baixas trocas de agua e tentar manter os níveis de kh magnésio e cálcio baseado em químicos e reactores de cálcio
    ou por ignorancia minha ou porque não é facil
    o sistema esteve +/- 7\8 meses com alguns crescimentos mas nunca os que estava habituado a ter

    um dia na conversa com o Victor pestana e como não havia maneira de conseguir estabilizar os parâmetros do aquário
    resolvi radicalizar a questão
    mudei em três TPAs toda a agua do meu aquário
    não preciso que ninguém me diga se fiz bem ou não

    a fim de um tempo a gente e adquire uma sensibilidade que só no olhar para o aquário ele nos diz se as nossas acções resultaram ou não

    então foi quando eu montei o novo sistema de agua continua

    neste momento estou a mudar uma media de 1200 litros em 2500 em 3\4 semanas


    se faz bem os mal
    as fotos abaixo que o Pedro Nuno Ferreira meteu falam por mim

    na minha experiencia,melhor do que ter uns parametros muito bons algumas vezes
    é ter os paramentros razoaveis por mais tempo possivel e o mais estaveis possivel e isso é tão facil com tanta agua que temos disponível

    o que não quer dizer que eu seja contra a agua salinada, longe disso

    continuo a dizer que o aquário de recife mais bonito que vi até hoje em Portugal era de agua artificial
    mas também sei que ele fazia trocas de agua brutais
    aliadas a muitas outras coisas

    apenas podemos ter o mesmo por caminhos diferentes

    No meu ponto de vista estás a seguir a melhor abordagem de todas relativamente às trocas de água e não só, mas isto não é de agora e tu sabes disso.
    Como têm evoluido as coisas
    da melhor maneira possível
    é para continuar e recomenda-se

    Decorrido este tempo que alterações/ajustes/melhorias fizeste
    nada de muito importante,as vezes tento subir um pouco os niveis de kh e calcio porque os niveis da agua natural são um bocadinho baixos,o magnesio anda sempre nos 1200\1300 e prefiro não mexer

    Sei que estás a criar excelentes frags e também sei qual o destino de boa parte dos mesmos, pelo menos até recentemente, o que é também uma excelente iniciativa e abordagem que promove a sustentabilidade a muitos níveis
    ai é pena que mais lojistas não incentivem essa pratica pois o mercado teria muito mais a ganhar

    Relativamente ao refúgio remoto que tens/tinhas:
    Ainda continua sem leito de areia profundo (LAP=DSB)?
    continua exactamente igual e tenho as mais variadas espécies de algas que tento arranjar
    mas a verdade é que não consigo perceber o porquê de as algas não se reproduzirem
    quase todas as algas definem e acabam por morrer


    Tens imagens actualizadas que possas colocar aqui
    vou tentar tirar umas fotos para meter neste tópico
    para se ver as evoluções

  17. #42
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    Re: Propagação de corais no mundo de língua Portuguesa

    Recordo que o uso de ABC da GroTech com recurso a bomba peristáltica programável de três vias, como eu uso, se destina a tentar manter os oligoelementos sempre disponíveis no sistema, através da dosagens diárias, e é uma alternativa, se bem que grosseira, ao ideal que seriam TPA's contínuas como o Carlos Mota está a fazer, e não tem rigorosamente nada a ver com processos de coloração artificial de corais, como o método Zeovit que eu pessolmente desaconselho.

  18. #43
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    Re: Propagação de corais no mundo de língua Portuguesa

    Boas Pedro Nuno,
    Desculpa só agora responder mas o tempo disponível não tem ajudado muito.

    Citação Postado originalmente por Pedro Nuno Ferreira
    Viva Machado de Sousa
    ...Quando as trocas parciais de água são desta importância, no meu caso 30% e procuro alcançar os 50% e se puder ou quando puder chego aos 100%, e embora não seja diariamente e duas vezes ou mais por dia e/ou em continuo, a situação é bem diferente dos tais 10%, pelo que no resultado também o será e esse resultado também será influenciado pelo numero de animais existentes no sistema que quantos mais tiver mais exige, mas mesmo assim e tratando-se de elementos vestigiais continuará a ser necessário repor por adição, mesmo não se conseguindo medir se é ou não necessário, ou seja, registaste evidências no teu sistema ou noutro em que a não reposição por adição além das trocas parciais de água produz resultado negativo, tipo os corais começam a definhar, ou exibem sinais de estar menos bem
    Como referi atrás, penso que não conseguimos adicionar os elementos vestigiais necessários que vão “desaparecendo” dos nossos aquários com pequenas trocas de água quando temos uma quantidade de vida razoável. Em grandes sistemas torna-se mais difícil fazer TPA’s aceitáveis e a adição de oligoelementos torna-se obrigatória (se Ronald Shimek lê isto, excomunga-me!).
    Nos nossos aquários não são só as plantas, animais ou microorganismos que consomem os oligoelementos. Os próprios equipamentos e sistemas de filtragem que usamos também os vão retirando, cronicamente, no dia a dia. Os escumadores, por exemplo, não retiram apenas matéria orgânica, e alguns oligoelementos são arrastados com a lama orgânica. Quando adicionamos kalkwwasser não precipitamos o fosfato na forma de ião (PO4 3-) mas fosfato de cálcio, de magnésio, de ferro, de zinco, de cobre, etc.. Também o ozono, que por vezes usamos, acaba por oxidar alguns dos oligometais visto tratar-se de um oxidante poderoso. Verificou-se que alguns metais da lista dos elementos vestigiais têm tendência a fixarem-se às partículas finíssimas dos sedimentos (partículas coloidais) ficando indisponíveis para os seres vivos existentes nos nossos aquários. Estas são apenas algumas das razões conhecidas que levam à “evaporação” dos oligoelementos dos nossos aquários e certamente haverá mais…
    Quando faço apenas pequenas TPA,s e não adiciono oligoelementos por muito tempo, noto alterações no sistema em geral. Os corais parecem-me viver em stresse, exibem menos as suas côres e não expandem tanto os pólipos, as macroalgas perdem vitalidade e a diversidade da microfauna tem tendência a desaparecer com o tempo, mesmo quando alimento os peixes e os corais. Quando algum elemento vestigiário fundamental à vida falta, não admira que isso se reflita nos seres que dele necessitam. Nos recifes, os oligoelementos encontram-se permanentemente disponíveis para a vida aí existente. Se o nosso objectivo é reproduzir nos nossos aquários o máximo de parâmetros fisicos, químicos e biológicos que se verificam dos recifes, penso que também temos que manter disponíveis nos nossos aquários os oligoelementos necessários à vida, ainda que vestigiais. Se as TPA's não são suficientes, temos que os adicionar à pata (e mais uma vez...Ronald Shimek que me perdoe!).

    Citação Postado originalmente por Pedro Nuno Ferreira
    ...Não sei exactamente que substratos usas e o que diz literatura da sua composição que possa vir nos rótulos ou folhetos/manuais a acompanhar o produto, seja como for, poderias explicar como avaliaste esse teor insignificante que é libertado Será por e de acordo com indicações do produtor, um sistema com uma cubicagem como o teu necessitar de quantidades demasiado elevadas para poderem ser geridas com viabilidade

    Atenciosamente
    Pedro Nuno
    Não uso DSB. Apenas RV e Macroalgas.
    Última edição por Machado de Sousa; 07-09-08 às 07:34.

  19. #44
    RF Moderador Avatar de Pedro Nuno Ferreira
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    Wink Re: Propagação de corais no mundo de língua Portuguesa

    Viva
    Na sequência de visita ao Carlos Mota para lhe entregar um peixinho, aproveitei para tirar umas fotografias e vídeos da unidade de propagação de corais que lá tem instalada. Como poderão ver pelas imagens as peças são de qualidade superlativa, um bom exemplo a seguir













    Carlos todos os frags que tens são muito bons e assim é difícil de escolher mas reservo esta Stylophora se estiver disponível para tal!









    Tudo isto com água do mar natural, trocas parciais de água grandes e um consumo de cálcio considerável....e há mais novidades que essas um dia conta o Carlos Mota. Excelente trabalho

    Atenciosamente
    Pedro Nuno


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  20. #45
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    Re: Propagação de corais no mundo de língua Portuguesa


    Lindo Lindo Lindo
    E eu fico com uma "poda" dessa montipora Roxa e uma poda de Caliendrum verde.

    Muito "parabens" pelo o excelente exemplo de propagaçao Carlos


  21. #46
    RF Moderador Avatar de Pedro Nuno Ferreira
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    Re: Propagação de corais no mundo de língua Portuguesa

    Viva
    Aqui vai um vídeo de qualidade modesta que mesmo assim permite ter uma ideia da unidade de propagação de corais por fragmentação que o Carlos Mota instalou.



    e já agora vejam o que encontrei...que tal propagação ao som rap...


    Atenciosamente
    Pedro Nuno


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  22. #47
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    Re: Propagação de corais no mundo de língua Portuguesa

    Bom carlos isso ta mesmo lotado!!!
    E vom ver isso.

    Bem ja vale tudo para a propagaçao de corais, nao metem musica pas galinhas porem mais ovos? entao sera que nao funciona tambem com a propagaçao de corais?
    Enfim tirando a musica parece estar bem equipado.


  23. #48
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    Re: Propagação de corais no mundo de língua Portuguesa

    Dear Ron Shimeck,

    It's an honor for us to have an eminent person as you participating in our forum. I am sure the Portuguese forum has very much to gain with your interventions. I’ve been reading your posts and I would like to confront your points of view with regard to the lack of trace elements in the reef aquariums, as you defend, with the current practice in Germany, where the Complete Balling Method is widespread.

    Two years ago I’m trying to create a small coral farm close to Lisbon. As the system has been growing I experiment some difficulties to sustain the levels of Ca, Mg and kH in the system. After a short visit to Germany, 2 years ago, I had the opportunity to speak with Joakim (owner of an awesome farm: Korallen Farm) who suggested me the appliance of the Balling method to keep the water parameters in values as require. I began using the Light Balling Method in conjunction with the calcium reactors, because I didn’t rely on Balling method because arsenic (up to 2ppm) and other contaminants are present in Calcium Chloride, in Sodium Carbonate Hydrogen and in Magnesium Clhoride. Because of use of the Complete Balling Method seemed to me quite laborious, and complicated, for the sake of the quantity of chemicals to handle with, I decided to embark on Light Balling Method, adding heavy metal complex, iodine complex, etc., according with the methode instructions. Recently I decided to effect a new experience and I’m using the Complete Balling Method, in a rigorously way. After some searching in the Net I defined the products to use and respective doses. I ordered the compounds needed to implement it and I prepared the 3 containers with 30 liters of RO water each, to have autonomy for a month. To the first container I mixed 2150g of Calcium Chloride, to the second one I added 2500g of Sodium Hydrogen Carbonate and to the third one I mixed 750g of Sea Salt without Sodium Chloride.


    To the first container (Ca reservoir) I added: 15ml of a solution made with 730g of Strontium chloride (SrCl2 × 6 H2O) in 3 liters of RO water; plus 30 ml of other solution constituted by 100gr of Barium chloride (BaCl2 × 2 H2O) diluted in 3 liters of RO water; plus 150 ml of another pre mixed solution of 12g of Iron sulfate (FeSO4 x 7 H2O) in 3 liters of RO water; plus 30 ml of a solution of 50 grams of Manganese sulfate (MnSO4 × 1 H2O ), 30g of Copper sulfate (CuSO4 × 5 H2O), 27 grams of Zink sulfate (ZnSO4 x 7 H2O), 27 g Nickel sulfate (NiSO4 × 6 H2O), 100g of Chrome chloride (CrCl3 × 6 H2O) mixed in 3 liter of RO water and 30 ml of a mixture of 12 g of Cobalt chloride (CoCl2 × 6 H2O) in 300 ml of RO water.

    To the second container (kH reservoir) I added 150 ml of a solution prepared with 7.5g of Potassium iodide (KI) and 40g of Sodium fluoride (NaF) in 3 liters of RO water.

    To the third container (Mg reservoir) I mixed 1650g of Magnesium Chloride (MgCl × 6 H2O) plus 240g of Magnesium Sulfate (MgSO4 × 6 H2O) and added 750ml of Fauna Marin S, which label refers to contain amino acids, Vitamins, and over 70 trace elements further.

    I use a TEC III NG GroTech pump to feed the system with the products on an hourly basis.

    This is the way I use the Complete Balling Method and since the first day I use it the levels of Ca, and Mg kH have been stable and the whole system in general has improved significantly.

    In your point of view, am I poisoning my system with the additives I’m using with the method? In your opinion, are the coral farmers and hobbyists in general in Germany poisoning their systems too? I ask you this because this method involves a continuous use of a high range of trace elements and, curiously, it is just in Germany that we can see successful coral farms (and using this method). It seems that corals thrive better in coral farms "contaminated" with trace elements.


    One more question: Have you ever questioned yourself about how would be the reception of your points of view in a German forum? I ask you this because almost everything you have writen in this forum is the opposite of the practice in the aquaculture in Germany, and elsewhere.

    Best regards,
    Última edição por Machado de Sousa; 16-09-08 às 03:01.

  24. #49
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    Re: Propagação de corais no mundo de língua Portuguesa

    Citação Postado originalmente por Machado de Sousa
    Dear Ron Shimeck,

    It's an honor for us to have an eminent person as you participating in our forum. I am sure the Portuguese forum has very much to gain with your interventions. I’ve been reading your posts and I would like to confront your points of view with regard to the lack of trace elements in the reef aquariums, as you defend, with the current practice in Germany, where the Complete Balling Method is widespread.

    Two years ago I’m trying to create a small coral farm close to Lisbon. As the system has been growing I experiment some difficulties to sustain the levels of Ca, Mg and kH in the system. After a short visit to Germany, 2 years ago, I had the opportunity to speak with Joakim (owner of an awesome farm: Korallen Farm) who suggested me the appliance of the Balling method to keep the water parameters in values as require. I began using the Light Balling Method in conjunction with the calcium reactors, because I didn’t rely on Balling method because arsenic (up to 2ppm) and other contaminants are present in Calcium Chloride, in Sodium Carbonate Hydrogen and in Magnesium Clhoride. Because of use of the Complete Balling Method seemed to me quite laborious, and complicated, for the sake of the quantity of chemicals to handle with, I decided to embark on Light Balling Method, adding heavy metal complex, iodine complex, etc., according with the methode instructions. Recently I decided to effect a new experience and I’m using the Complete Balling Method, in a rigorously way. After some searching in the Net I defined the products to use and respective doses. I ordered the compounds needed to implement it and I prepared the 3 containers with 30 liters of RO water each, to have autonomy for a month. To the first container I mixed 2150g of Calcium Chloride, to the second one I added 2500g of Sodium Hydrogen Carbonate and to the third one I mixed 750g of Sea Salt without Sodium Chloride.


    To the first container (Ca reservoir) I added: 15ml of a solution made with 730g of Strontium chloride (SrCl2 × 6 H2O) in 3 liters of RO water; plus 30 ml of other solution constituted by 100gr of Barium chloride (BaCl2 × 2 H2O) diluted in 3 liters of RO water; plus 150 ml of another pre mixed solution of 12g of Iron sulfate (FeSO4 x 7 H2O) in 3 liters of RO water; plus 30 ml of a solution of 50 grams of Manganese sulfate (MnSO4 × 1 H2O ), 30g of Copper sulfate (CuSO4 × 5 H2O), 27 grams of Zink sulfate (ZnSO4 x 7 H2O), 27 g Nickel sulfate (NiSO4 × 6 H2O), 100g of Chrome chloride (CrCl3 × 6 H2O) mixed in 3 liter of RO water and 30 ml of a mixture of 12 g of Cobalt chloride (CoCl2 × 6 H2O) in 300 ml of RO water.

    To the second container (kH reservoir) I added 150 ml of a solution prepared with 7.5g of Potassium iodide (KI) and 40g of Sodium fluoride (NaF) in 3 liters of RO water.

    To the third container (Mg reservoir) I mixed 1650g of Magnesium Chloride (MgCl × 6 H2O) plus 240g of Magnesium Sulfate (MgSO4 × 6 H2O) and added 750ml of Fauna Marin S, which label refers to contain amino acids, Vitamins, and over 70 trace elements further.

    I use a TEC III NG GroTech pump to feed the system with the products on an hourly basis.

    This is the way I use the Complete Balling Method and since the first day I use it the levels of Ca, and Mg kH have been stable and the whole system in general has improved significantly.

    In your point of view, am I poisoning my system with the additives I’m using with the method? In your opinion, are the coral farmers and hobbyists in general in Germany poisoning their systems too? I ask you this because this method involves a continuous use of a high range of trace elements and, curiously, it is just in Germany that we can see successful coral farms (and using this method). It seems that corals thrive better in coral farms "contaminated" with trace elements.


    One more question: Have you ever questioned yourself about how would be the reception of your points of view in a German forum? I ask you this because almost everything you have writen in this forum is the opposite of the practice in the aquaculture in Germany, and elsewhere.

    Best regards,
    Ora viva
    Agora que regressei de Inglaterra e estou mais repousado, aqui vai a tradução do texto acima que é o mesmo texto colocado neste tópico Adição de aditivos nos nossos sistemas post nº 76 e que embora tenha sido aqui colocado por lapso pelo Machado de Sousa, eu considero que não é um lapso e sim uma informação importante para também ter neste tópico porque está directamente relacionada com o mesmo ou como uma das práticas empregues e torna assim o tópico mais completo de imformação relevante como pretendo, como se pretende.

    Citação Postado originalmente por Machado de Sousa - Traduzido por Pedro Nuno Ferreira

    Caro Ron Shimeck,

    É uma honra para nós, termos uma pessoa eminente como a sua pessoa, a participar no nosso fórum. Estou certo de que o fórum Português tem muito a ganhar com as suas intervenções. Tenho lido os seus posts e gostaria de confrontar os seus pontos de vista relativamente a falta de oligoelementos nos aquários de recife, como defende, com a prática actual na Alemanha, onde o método Balling completo está difundido.

    Há dois anos atrás tentei criar uma pequena quinta de corais perto de Lisboa. Como o sistema estava a crescer tive algumas dificuldades para manter os níveis de Ca, Mg e KH no sistema. Depois de uma pequena visita à Alemanha há dois anos atrás, tive a oportunidade de falar com o Joakim (dono de uma quinta fantástica: Korallen Farm) que me sugeriu o uso do método Balling para manter os parâmetros de água como requerido. Comecei por usar o método Balling ligeiro em conjunção com reactores de cálcio porque eu não confiava no método Balling devido ao arsénico (até 2 ppm) e outros contaminantes presentes no Cloreto de Cálcio, no Carbonato de Sódio Hidrogenado e no Cloreto de Magnésio. Pelo facto de o uso do método de Balling completo me parecer bastante laborioso e complicado, e pela quantidade de químicos a manusear, decidi abordar no método de Balling ligeiro, adicionando complexos de metais pesados, complexos de iodo, etc..., de acordo com as instruções do método. Recentemente decidi efectuar uma nova experiência e estou a usar o método Balling completo de modo rigoroso. Depois de alguma pesquisa na net, defini os produtos a usar e as respectivas doses. Encomendei os compostos necessários para implementar e preparei três recipientes com 30 litros de água de OI - Osmose Inversa - cada, para ter autonomia para um mês. Ao primeiro recipiente misturei 2150g de Cloreto de Cálcio, ao segundo adicionei 2500g de Carbonato de Sódio Hidrogenado e ao terceiro misturei 750g de sal marinho sem Cloreto de Sódio.

    Ao primeiro recipiente (Reservatório do Ca) adicionei: 15ml de uma solução feita com 730g de Cloreto de Estrôncio (SrCl2 x 6 H2O) em 3 litros de água de OI - Osmose Inversa; mais 30 ml de outra solução constituída por 100gr de Cloreto de Bário (BaCl2 x 2 H2O) diluído em 3 litros de água de OI - Osmose Inversa; mais 150 ml de outra solução pré misturada de 12g de sulfato de Ferro (FeSO4 x 7 H2O) em 3 litros de água de OI - Osmose Inversa; mais 30 ml de uma solução de 50g de Sulfato de Magnésio (MnSO4 x 1 H2O), 30g de Sulfato de Cobre (CuSO4 x 5 H2O), 27g de Sulfato de Zinco (ZnSO4 x 7 H2O), 27g de Sulfato de Niquel (NiSO4 x 6 H2O), 100g de Cloreto de Crómio (CrCl3 x 6 H2O) misturado em 3 litros de água de OI - Osmose Inversa - e 30 ml de uma mistura de 12g de Cloreto de Cobalto (CoCl2 x 6 H2O) em 300 ml de água de OI - Osmose Inversa.

    Ao segundo recipiente (Reservatório do KH) adicionei 150ml de uma solução preparada com 7.5g de Iodeto de Potássio (KI) e 40g de Fluoreto de Sódio (NaF) em 3 litros de água de OI - Osmose Inversa.

    Ao terceiro recipiente (Reservatório do Mg) misturei 1650g de Cloreto de Magnésio (MgCl x 6 H2O) mais 240g de Sulfato de Magnésio (MgSO4 x 6 H2O) e adicionei 750ml de Fauna Marin S, cuja etiqueta refere conter aminoácidos, vitaminas e mais de 70 oligoelementos.

    Uso uma bomba TEC III NG GroTech para alimentar o sistema com os produtos de hora em hora.

    É deste modo que uso o método Balling completo e desde o primeiro dia que o uso, os níveis de Ca, Mg e KH têm estado estáveis e todo o sistema na generalidade, melhorou significativamente.

    No seu ponto de vista eu estou a envenenar o meu sistema com os aditivos que estou a usar com este método? Na sua opinião os cultivadores de corais e aficionados em geral na Alemanha estão também a envenenar os seus sistemas? Pergunto-lhe isto porque este método envolve o uso continuo de uma amplitude elevada de oligoelementos e curiosamente é apenas na Alemanha que podemos ver quintas de corais com sucesso (e a usar este método). Parece que os corais prosperam melhor nas quintas de corais "contaminadas" com oligoelementos.

    Mais uma pergunta: Alguma vez se questionou sobre como seriam recebidos os seus pontos de vista num fórum Alemão? Pergunto-lhe isto porque quase tudo o que escreveu neste fórum é o oposto da prática da aqua-cultura na Alemanha e noutros sítios.

    Cumprimentos,


    __________________
    Machado de Sousa
    Atenciosamente
    Pedro Nuno


    "I may of course, be egregiously wrong; but I cannot persuade myself that a theory which explains several classes of facts can be wholly wrong"...Tradução: É claro que eu posso estar egregiamente errado; mas não me consigo persuadir de que uma teoria que explica várias classes de factos, possa estar completamente errada"...
    Charles Darwin, a Origem das espécies
    Zanclus canescens, cornutus, Kihikiki ou o zigzags
    REEFS MAGAZINE

  25. #50
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    Re: Propagação de corais no mundo de língua Portuguesa

    Citação Postado originalmente por Ron Shimek
    Hi,

    Hmmm.... I am not familiar with either of the methodologies you suggest, but they look... "interesting."

    You asked, "In your point of view, am I poisoning my system with the additives I’m using with the method?"

    It depends on the final concentrations of the materials in your system. If they are within normal ranges, no. Otherwise, quite possibly. In any case, I think what you are doing is unnecessary.

    "In your opinion, are the coral farmers and hobbyists in general in Germany poisoning their systems too?"

    Possibly.

    It seems that corals thrive better in coral farms "contaminated" with trace elements.

    There are plenty of coral farms elsewhere (such as the USA) that do not use these methods which have very successful growth. As long as the corals can detoxify the trace elements - which they do fairly well - they will survive.

    One more question: Have you ever questioned yourself about how would be the reception of your points of view in a German forum?

    I know what the reception of my point of view would be in a German forum or elsewhere with the utilziation such materials. In my point of view these aquarists would do better and their corals would be really healthy if they would feed their systems properly and discontinue the trace materials.

    When there is any sort of scientific evidence for such a practice I would consider it, but until then, it is just alchemy.
    Viva...continuando com a tradução...Adição de aditivos nos nossos sistemas post nº 77
    Citação Postado originalmente por Ron Shimek
    Viva,

    Hmmm.... Não estou familiarizado com qualquer das duas metodologias que sugere, mas parecem... "interessantes".

    Perguntou,
    Citação Postado originalmente por Machado de Sousa
    No seu ponto de vista eu estou a envenenar o meu sistema com os aditivos que uso no método?
    Depende das concentrações finais dos materiais no seu sistema. Se estiverem dentro dos teores normais, não. De outro modo, é bem possível. Seja como for, eu penso que o que está a fazer é desnecessário.

    Citação Postado originalmente por Machado de Sousa
    Na sua opinião, os cultivadores de corais e aficionados em geral na Alemanha estão também a envenenar os sues sistemas?
    Possivelmente.

    Citação Postado originalmente por Machado de Sousa
    Parece que os corais prosperam melhor em quintas de corais "contaminadas" com oligoelementos.
    Há muitas quintas de corais noutros sítios (tais como nos EUA) que não usam esses métodos, e que têm crescimentos com muito sucesso. Porquanto os corais consigam desintoxicar-se dos oligoelementos - o que conseguem fazer relativamente bem - sobreviverão.

    Citação Postado originalmente por Machado de Sousa
    Mais uma pergunta: Alguma vez se questionou sobre como seriam recebidos os seus pontos de vista num fórum Alemão?
    Sei o que seria a recepção dos meus pontos de vista num fórum Alemão ou noutro sitio que use tais materiais. No meu ponto de vista estes aquáristas fariam melhor e os seus corais seriam verdadeiramente saudáveis se alimentassem os seus sistemas adequadamente e descontinuassem o uso de oligoelementos.

    Quando houver qualquer tipo de evidência cientifica para tal prática, eu considera-la-hei, mas até lá é apenas alquimia.
    Atenciosamente
    Pedro Nuno


    "I may of course, be egregiously wrong; but I cannot persuade myself that a theory which explains several classes of facts can be wholly wrong"...Tradução: É claro que eu posso estar egregiamente errado; mas não me consigo persuadir de que uma teoria que explica várias classes de factos, possa estar completamente errada"...
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