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Cultura de Berghias - aquariofilia marinha - REEFFORUM

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Cultura do Nudibrânqueo Aeolido Berghia
Cultura do Nudibrânqueo Aeolido Berghia – Predador da Anémona Praga Aiptasia


Aquarium Culture of the Aeolid Nudibranch Berghia Predator on the Nuisance Anemone Aiptasia


Autor: Anthony Calfo
Traduzido por: Pedro Nuno Ferreira



Neste artigo espero tornar a focar a atenção no nudibranquio Aeolido Berghia como uma espécie de interesse e valor para o passatempo dos aquários. O pouco que existes na literatura popular do passatempo sobre o tópico é de facto conciso e suficiente para orientar aqueles que pretendem ter sucesso na cultura deste organismo. Contudo, depois de mais de 10 anos desde a sua apresentação à ciência aquática, esta lesma do mar utilitária ilude muitas vontades de interesse em cultura marinha comerciais e privados. Eu encaro a ainda diminuta presença do animal no comércio como sendo um caso que necessita de atenção. De entre os tradicionalmente difíceis, se é que possíveis de manter, membros especializados dos nudibrânquios Aeolidos, Os Berghia não só são atraentes, fáceis de manter e fáceis de criar...mas também consomem prontamente um organismo que é uma das pragas mais incomodativas do aquários marinho: as anémonas Aiptasia (vulgo anémonas de vidro)


História e resumo


O género Berghia é amplamente distribuído circum tropicalmente em águas quentes e temperadas. O organismo que a maioria das pessoas reconhecem e procuram para controlo de Aiptasia, é vulgarmente identificado como Berghia verrucicornis (A. Costa 1864). Contudo, parece existir algum debate sobre o numero e nome da espécie citada ou tida em causa sob esta aparência. Fotografias de campo e observações de vários espécimes apelidados por este nome através do Atlântico, Caraíbas e Mediterrâneo, reflectem não só cor variável, como morfologias diferentes, incluindo contrastes entre formas de rhinoforos e cerata, a presença de tubérculos e verrugas ou não, e algumas diferenças aparentemente nas estruturas das suas fitas de ovos. Não seria de surpreender se mais do que uma espécie entre no comércio dos aquários.
Outro Berghia do Pacífico amplamente distribuído, o B. Major, também vive segundo o mesmo modus operandi de depredar as Aiptasias. O volume mais predominante de nudibrânquios comedores de Aiptasias do mercado Americano, é todavia, apregoado como tendo sido recolhido nas Florida Keys (Costa este do EUA).




As Berghia frequentemente vivem intimamente associadas umas com as outras
e partilham refeições pacificamente

As Berghia adultas crescem cerca de 1 polegada (25mm) havendo algumas que crescem um pouco mais. Os seus dorsos estão cobertos por bonitas borlas conhecidas por cerata. As cerata desempenham funções de respiração, digestão e defesa. Muito embora este nudibrânquio consuma e use zooxantelas das suas presas cnidarios, não podem ser sustentados adequadamente apenas pela simbiose emprestada com boa iluminação e têm de comer Aiptasia várias vezes semanalmente, se não mesmo diária (os adultos podem morrer à fome em meros dias sem Aiptasia). Com fornecimentos adequados de anémonas, a Berghia será auto-suficiente; ou seja, reproduzir-se-ão e manterão uma colónia reprodutora. Pela sua prontidão em propagar-se, procura inexaurível de continuo crescimento de pragas de Aiptasia em aquários sobrealimentados /sobrepovoados, e o seu elevado valor em Dollars ($10-$30 USD cada), Berghia são candidatas altamente desejadas para o comércio dos aquários.
É interessante e digno de nota mencionar que a razão pela qual as Berghia são necessárias em primeiro lugar, é tanto irónica como evitável. Se os aquaristas fizessem quarentena de todas as suas peças novas (não apenas os peixes...mas plantas, algas, RV, areia viva, corais, etc.) e não sobrepovoassem ou sobrealimentassem os seus sistemas, então as Aiptasia seriam um problema praticamente não mensurável. As anémonas praga não crescem do vazio, ou água estéril, mas necessitam de alimento e nutrientes para sobreviver. Quando não são adequadamente filtradas na quarentena, e então introduzidas num sistema de aquário favorável – só então proliferam. As por demais realidades comuns de aquaristas ocupados ou negligentes são aspectos dos quais a Aiptasia tira partido e prospera: fraca corrente de água (menos de 10-20X de rotação), o que permite às partículas acumularem-se e assentarem para alimentar as anémonas, sobrealimentação e/ou sobrepovoamento, fraca iluminação o que permite às pragas de Aiptasia competirem e sobreporem-se a organismos mais exigentes e desejáveis (como corais, plantas, macro algas) por nutrientes, e fracos mecanismos de exportação de nutrientes (negligenciar um escumador bem afinado, trocas semanais de carvão/substratos químicos de filtragem, trocas parciais de água frequentes, etc.). Para agravar ainda mais o problema, Aiptasia, são naturalmente prolificas e com sucesso em estratégias de reprodução. Com luz adequada e alimento multiplicam-se rapidamente por rebento e laceração do pé. Com luz inadequada (mesmo no escuro!) emitem numerosos rebentos assexuados que andam à deriva com o propósito de sobreviver noutro sitio [nota: impor ciclos escuros é uma forma para levar com sucesso esta anémona a produzir pequenas Aiptasia para alimentar Berghia pequenas em cultura]. Podemos ter de nos vergar com magoa, mas as Aiptasia continuaram a ser uma inevitabilidade sempre presente no comércio dos aquários e as Berghia são soluções directas para este organismo praga.




Não é invulgar encontrar Berghia a patrulhar os bordos na parte inferior da superfície da água


Notem a cor muito pálida desta Berghia que não se alimentou da sua presa favorita durante dias. Depois de uma boa refeição, as suas cerata (NT: Borlas)aprumam-se em tamanho e escurecem em cor.


A consequência de um ataque de uma Berghia não é bonita. Cada Aiptasia depredada é normalmente reduzida no espaço de algumas horas.


As Berghia tornam-se conspicuamente corpulentas depois de uma boa refeição com cerata inchadas e um corpo notoriamente inchado ou alongado. Muito embora sejam consideradas “fotossintéticas” para comer e usar as zooxantelas das presas cnidarias, as Berghias não podem sustentar-se pela iluminação apenas. Em cultura temos de oferecer um fornecimento regular senaõ mesmo continuo de Aiptasia (várias vezes por semana, senão mesmo diariamente)

Manuseamento


Um dos maiores obstáculos, para o cuidar e cultivar esta lesma do mar, foi o seu pequeno tamanho em adulta e a vulnerabilidade aos aspectos comuns inerentes à filtragem dos aquários, por ex.: bombas, transbordos, etc. De modo similar, jovens nascidos não se podem ver claramente a olho nu durante muitas semanas depois dos nascimentos, talvez até dois meses. Os sub adultos são habitualmente despachados com ½ “ (12.5 mm) e ainda são fisicamente algo delicados de manusear. Para aqueles que recebem Berghia despachadas, tomem nota de que é melhor simplesmente afundar o saco ou embalagem de transporte dentro do novo recipiente para uma aclimatação suave durante 15-20 minutos e depois deixar as lesmas do mar deslizar para fora por sua própria vontade. Tudo isto é para ser feito sem iluminação como conforto para as suas tendências nocturnas.
Também deve saber-se sem que se tenha de dizer que os recipientes de cultura devem estar bem estabelecidos com água amadurecida durante algumas semanas antecipadamente, antes de se ir buscar os espécimes. Água recentemente preparada é agressiva para muitas criaturas do recife...mas particularmente para invertebrados. Também, não subestimem a necessidade de ter um fornecimento significativo de Aiptasia à mão; centenas de anémonas serão necessárias para sustentar um único par de Berghia durante os primeiros meses.
Quaisquer planos realistas para manter Berghia de qualquer tamanho terão que necessariamente envolver um sistema especializado no inicio. Eu recomendo vivamente que todas as novas Berghia, sejam aclimatadas em isolamento. Uma casa apropriada para as Berghia, pode ser tão simples como um recipiente de plástico a flutuar, ou algo tão elaborado quanto um refugio. As saídas deste último incluirão provavelmente uma bomba ou transbordo, no mínimo. Recomendo recipientes de vidro ou de plástico submersos parcialmente num aquário com temperatura controlada. De notar: é critico manter estes contentores hermeticamente fechados para reduzir a evaporação, situação em que a salinidade pode se alterar rápida e fatalmente para os nudibrânquios em tão pequenos volumes de água.
O isolamento dá a estas pequenas criaturas um pouco de tempo para se aclimatarem à qualidade de água do aquarista e plano de criação. Os aquaristas interessados em cultivar Berghia têm que naturalmente envolver esta espécie em cultura mono específica. Outros que procuram apenas reduzir as populações nocivas de Aiptasia num outro sistema ou exibição, continuarão a querer isolar as Berghia novas no principio para lhe proporcionar um bom começo. Pequenas pedras cobertas com Aiptasia, podem ser colocadas nos recipientes de cultura durante as primeiras semanas até que a Berghi se torne estável. Colocar Berghia acabada de comprar directamente dentro de um aquário de exibição, não é recomendado – morrerão certamente ou serão mortas qualquer uma das saídas do aquário antes que erradiquem por completo a praga de populações de Aiptasia.




A desgraça de muitos aquaristas: a praga de anémonas Aiptasia, que podem atingir proporções de praga num aquário. The bane of


Muitos dos habituais peixes e invertebrados comunitários, danificam ou comem pequenos nudibrânquios só por curiosidade, se simplesmente forem deixados cair dentro do aquário. Existe também preocupação de que caiam nos perigos de fluxo de água elevado, e as saídas supracitadas ou entradas de bombas, transbordos, etc., antes de que se consigam estabelecer e reproduzir.
Considerando o quanto dispendiosas são de adquirir, parece sensível prover-lhes um bom inicio em isolamento; apenas uns meros dias ou duas semanas é tudo o que é necessário para recolher massas de ovos de reprodutores activos. Um pouco de paciência com as Berghia já com quarentena, neste caso pode facilmente traduzir-se dezenas de centenas de nudibrânquios propagados para combater as Aiptasia, o fim para que foram compradas.
Tendo em conta tudo isto, a relação entre Aiptasia e Berghia pede uma questão que o Eric Borneman (1998) e outros levantaram sobre o assunto anteriormente, “podemos esperar que a Berghia dizime por completo as populações de Aiptasia nos nossos aquários e se sim, o que acontece aos nudibrânquios quando o fizerem? É uma questão de inversão da relação de predador e presa: A Berghia prospera (a população aumenta) enquanto consome Aiptasia (a população decresce) e então elevadas densidades de Berghia não conseguem mais sustentar-se e entram em colapso (a população decresce) enquanto que as Aiptasia recuperam (a população aumenta). A dinâmica é efectuada de incontáveis formas através do mundo vivo entre outros organismos na forma de relações predador - presa. Estudos recentes, por exemplo, afirmam ter dissipado o fenómeno natural notável de mortes cíclicas dos roedores lemingues através deste ritmo de “crescimento súbito ou falência súbita” A por vezes súbita (100-1000-falencia) expansão nas populações de Lemingues está intimamente ligada aos números de quatro predadores específicos, um dos quais (o furão) é chave na medida em que depreda nos roedores entre várias presas possíveis, tal como a Berghia sobre a Aiptasia.
Um fornecimento infinito de Berghia em qualquer exibição não é assegurado ou até provável, sem a assistência do tratador. Um pico de presas, em seguida um pico de predador, em seguida decréscimo das presas e subsequentemente um decréscimo nos números de predadores pode ser esperado. Ao contrário dos animais selvagens, o aquário não é um ecossistema equilibrado e não podemos esperar que alguma Berghia irá sempre dominar o ciclo. Como tal, continuo a repetir e a recomendar vivamente a importância da necessidade de manter um stock de descendência de Berghia, mesmo para os aquaristas que meramente pretendem controlar as Aiptasia num aquário (versus a cultura de nudibrânquios). Negligenciar este aviso seria uma perda de recursos vivos e na melhor das hipóteses, exigir que o tratador compre repetidamente Berghia com os ciclos de “crescimento e falência súbita” de presas ao longo do tempo para controlas as suas anémonas praga.




Um sistema de cultura para Berghias é barato e simples. Os aquaristas usam habitualmente recipientes de vidro ou flutuantes de plástico com arejamento para manter os adultos. Tenham em atenção de controlar a evaporação nestes pequenos recipientes. GNota: os recipientes estão descobertos nesta fotografia, mas têm de estar hermeticamente tapados para prevenir aumentos fatais da salinidade devidos a evaporação.

Alojamento


A maioria de quem tem experiencia na cultura de Berghia, recomenda a mesma coisa relativamente ao alojamento: é melhor e mais fácil de criar estas lesmas do mar em pequenos recipientes de 250-1000 ml). As dificuldades de concentrar, alimentar e localizar tão pequenos organismos mesmo no mais pequeno dos aquários, é desencorajadora. Recipientes de plástico a flutuar em aquários com temperatura termostáticamente controlada, parece funcionar muito bem para este propósito. Varetas, tubos ou linhas, podem ser usados para cingir os recipientes flutuantes na superfície para que não andem aos encontrões ou de virem no aquário. Todos os recipientes que assentem sobre uma “mesa” de PVC submersa, ficam ainda melhor. A qualidade da água pode ser um desafio em pequenos recipientes devido à evaporação, por isso é importante marcar os lados dos recipientes com uma linha para indicar até onde encher o recipiente com água destilada ou de osmose inversa ou desionisada para compensar a evaporação. Mantendo as tampas ou cobertos em recipientes de cultura será também muito útil para diminuir/reduzir a evaporação e o impacto daí resultante provocado por flutuação das salinidades. Trocas frequentes de água assegurarão também uma qualidade de água óptima (várias vezes por semana para adultos). A cultura de Berghia deste modo é mesmo bastante fácil e séria, mas é entediante e de facto uma parte do preço final da criatura pelo inconveniente da criação. Pequenos comprimentos de tubo de ar flexível e pipetas de plástico ou vidro são jeitosas para efectuar as trocas de água, removendo os detritos/fezes e para transportar pequenas Aiptasia entre recipientes. Em preparação para a chegada de Berghia, coloque um par de Aiptasia em cada um dos recipientes que irão receber os caros espécimes de Aeolideos. Alerto contudo de que é bem possível ter demasiadas Aiptasia num recipiente; irão competir por elementos desejáveis na água e podem libertar quantidades copiosas de muco viscoso e degradar a qualidade da água. É também melhor deixar as Berghia depredarem em apenas uma ou duas anémonas de cada vez em pequenos recipientes pela razão obvia, (qualidade da água).
Tenham presente de que os recipientes, instrumentos, mãos e tudo o que entrar em contacto com as Berghia vivas, estejam limpos e livres de contaminantes. Os nudibrânquios, tal como muitos invertebrados, podem ser muito sensíveis a pequenas concentrações de substancias estranhas e podem sofrer grande fraqueza ou mortalidade resultante de exposição a essas substancias. É fácil ignorar toxinas potencialmente fatais tal como matéria que possa estar alojada sob as nossas unhas ou nas mãos, ou adesivos nos equipamentos (por ex.: cola deixada depois de arrancar a etiqueta do preço num pedaço de tubo submerso), resíduos de recipientes usados, ou produtos de limpeza residuais nas talhas usadas próximo do sistema de culturas (transferidas para as mãos secas, ou mergulhadas na água por acidente). As larvas são particularmente sensíveis a estes tipos de contaminação. A regra aqui deverá ser a de limpar as mãos e objectos do sistema, muito bem em água doce pura apenas (desionizada se possível). As trocas de água nos recipientes com adultos podem simplesmente ser efectuadas limpando as paredes dos recipientes e verter a água velha antes de suavemente introduzir água fresca e saudável do aquário onde flutuam os recipientes de cultura. Depois de um par de posturas, é normalmente melhor retirar os reprodutores para um novo recipiente e deixar os ovos sossegados. Tomem nota da data de postura para rastrearem o progresso da massa de ovos relativamente a previsões de eclosão e preparações.




Tenham muito cuidado em usar mãos e instrumentos limpos quando trabalham com as Berghia – Este pequeno invertebrado num volume reduzido de água, pode ser muito sensível a contaminantes tais como sabão nas mãos, nas toalhas, ou adesivos dos autocolantes das etiquetas de preços em equipamentos recentemente adquiridos. (NT: cremes, after-shave, perfumes, etc...ainda que vestigiais podem ser letais ou muoto perturbadores)
Cultivar anémonas Aiptasia?


Heehee…parece estranho para mim escrevê-lo tal como o deve parecer a vós que lêem, talvez. Mas seja como for, cultivar Berghia irá necessitar da orientação de uma produção consistente e adequada de comida Aiptasia. Um modo novo de produzir Aiptasia, é o de manter uma população reprodutora desta anémona praga, no escuro durante algumas semanas/meses, para produzir pequenos rebentos assexuados. Alimentar as anémonas na ausência de luz durante este tempo, será necessário. Tal como muitos cnidários, a Aiptasia pode ser mantida sob iluminação inadequada compensando com comida extra. Em sistemas sobre geridos, é justamente isso que constitui o catalizador para esta praga de populações de anémonas: excesso de nutrientes. Tal como muitos aquaristas sabem, não é necessário muita iluminação e alimento, para que as Aiptasia proliferem. Estas também podem ser propagadas por simples divisão...ou melhor, laceração. Sem dúvida que são difíceis de erradicar do aquário de exibiãão e tentativas de raspar ou arrancá-las das rochas, frequentemente termina com resultados desastrosos na medida em que o esforço só aumenta os números de Aiptasia pelos rebentos formados pelo tecido residual do pé. Os aquaristas interessados em cultivar Berghia, vão inevitavelmente querer estabelecer um aquário para cultivar a comida Aiptasia para um fonte de alimento fiável e controlada de presas para oferecer.

Reprodução


As Berghia atingem a maturidade sexual cedo (aproximadamente aos 12mm) – muito antes de alcançarem o tamanho adulto. Os ovos são colocados numa forma espiral característica. As posturas podem ser depositadas sobre ou por baixo de uma pedra, se disponível, mas podem ser encontradas conspicuamente no aquário ou paredes do recipiente à mesma. Ocasionalmente a massas de ovos serão libertadas em cordões flutuantes livres (frequentemente assim se forem perturbadas enquanto estão a por os ovos). Eventos de reprodução podem ser impressionantemente frequentes em alguma alturas com jovens adultos bem alimentados e bem aclimatados, ocorrendo a uma frequência de uma fita de ovos posta a cada dia ou dois dias – por indivíduo! Os espécimes mais velhos naturalmente que abrandam e são menos prolíficos. É possível começar com um par de Berghia e ter umas duas centenas de indivíduos em apenas um mês ou dois. Como podem imaginar, a necessidade de providenciar fornecimentos adequados de Aiptasia para alimentar tais colónias, depressa transformam o vosso problema de praga de Aiptasia para praga de Berghia! Felizmente as Berghia são tão pretendidas que não é difícil de todo encontrar quem queira e quem esteja à espera para os vossos excedentes de juvenis, através dos canais de comunicação locais ou em linha (NT: =On-line). Em género não é difícil de encontrar aquaristas amigos localmente com rocha viva coberta de Aiptasia para partilhar. Recrutar comida para as vossas Berghia pode ser tão simples como trocar rochas limpas por rochas cobertas de anémonas, kg por kg, com outros aquaristas muito contentes por se verem livres das suas anémonas praga. Mesmo assim...a cultura doméstica de Aiptasia é na mesma necessária como meio mais fiável de assegurar fornecimentos de alimento adequados para os Aeolidos.




Uma postura de Berghia colocada de fresco tem um aspecto encrespado e limpo com pequenos ovos claramente distinguíveis no cordão.


As Berghia são espécimes verdadeiramente ideais e rentáveis para a indústria caseira da reprodução de invertebrados de recife. O que nos trás para outro aspecto maravilhoso da anatomia deste Aeolido – são hermafroditas, o que faz com que façam posturas e depois fertilizem à vez os ovos de cada uma. (Nota: a auto fertilização e fissão são raras por comparação). A corte é uma dança conspícua (OK...uma dança lenta) com dois indivíduos num “abraço” espiral. Se pensarem que o vosso par está a acariciar-se, não estão enganados. As aberturas genitais das Berghia situam-se do seu lado direito (notem as suas posições alinhadas do lado direito nas imagens) mesmo por de trás dos rhinophoros (tentáculos dorsais). As suas cabeças têm de estar muito chegadas para o alinhamento com sucesso do aparelho copulatório.

Esta série de três imagens mostra a “dança” caracteristica circular da corte que leva à (habitualmente) intromissão genética reciproca de gametas entre Berghia. As aberturas genitais situam-se próximo da cabeça do lado direito deste Aeolido, mesmo por de trás dos rhinoforos/tentáculos cefálicos.


As larvas de B. verrucicornis são lecithotrophic (NT: Larva que se alimenta do conteúdo do saco vitelino, ou seja da gema lá contida) ; a metamorfose ocorre pouco depois da eclosão, o que torna a cultura mais fácil do que com espécies que têm fases larvares extensas. Em termos de layman: larvas eclodidas não têm um longo ou complicado estádio ou série de estádios de desenvolvimento como o plâncton, mas não se alimentam e estabelecem-se no fundo do mar rapidamente para se começarem a alimentar como adultos, em apenas alguns dias. Como tal, o aquarista é poupado da entediante co-cultura de comidas especificamente larvares tal como com muitos outros organismos do recife que têm estádios de se alimentarem com plâncton. As Berghia muito pequenas simplesmente comem Aiptasia pequenas – ou pelo menos desenvolver-se-ão rápido e mais facilmente em cultura doméstica se poupadas ao trabalho enorme de terem que lutar contra grandes Aiptasia assim que se começam a alimentar. Não se iludam, esta lesma do mar predadora pode de facto ser presa da Aiptasia em algumas circunstancias tais como fracas técnicas de aclimatação em que as Berghia são atiradas para dentro do aquário e deixada cair dentro da boca e tentáculos abertos de uma anémona com fome! As jovens Berghia forçadas a lutar com Aiptasia enormes, podem mesmo ser observadas a retirar, como se repelidas, numa aproximação à anémona e podem consequentemente declinar uma oportunidade de alimentação.
Para mais desvantagem do aquarista, a Berghia larvar eclodida num recipiente sub arejado pode navegar no estádio de plâncton e estabelecer-se mais depressa para se começar a alimentar de anémonas. A minha experiência limitada a criar centenas destes nudibrânquios ainda não põe em causa esta teoria e eu estou ansioso por examinar o assunto mais de perto ao longo do tempo. Pelo menos uma referencia cita que arejamento excessivo dos recipientes que contém ovos, como sendo um impedimento para desenvolvimento embrionário adequado. Seja lá como for, fiquem seguros de que os adultos e massas de ovos de igual modo, necessitam de pouco ou nenhum arejamento quando a qualidade da água é mantida boa por via regular de trocas de água e cuidado devido com a compensação da evaporação.




Os ovos de Berghia começam a eclodir cerca de 10 a 14 dias depois. Tomam uma aparência leitosa ou turva nessa altura, o que pode ser usado como um indicador para oportunidades de artificialmente fazê-las eclodir com o movimento bombeante de uma pipeta.
As fitas de ovos eclodirão dentro de 10-14 dias dependendo da temperatura (uma amplitude entre 24-26ºC é a recomendada). Decorrerão algumas semanas antes que os juvenis possam efectivamente ser vistos a olho nu – cerca de dois meses, de facto. Mesmo assim, mantenham pequenas Aiptasia no recipiente de cultura e observem o declínio das anémonas saudáveis como evidência de depredação. Pode ajudar promover a eclosão artificial das cápsulas de ovos bombeando-as repetidamente para dentro e para fora de uma pipeta. O movimento raspante romperá o invólucro e libertará a larva. É difícil de dizer exactamente quando é a melhor altura para efectuar uma eclosão artificial desta maneira. Depois de algum tempo e experiência, o aquarista irá notar que depois de 9 ou 10 dias, os invólucros dos ovos ficam com um aspecto leitoso ou turvo com desenvolvimento embrionário e crescimento (versus a aparência rugosa e limpa no primeiro dia com pequenos “pontinhos”)




Uma pipeta de plástico macio e mole é indispensável para a cultura de Berghia. É usada para sorver os detritos e os restos de dentro do recipiente, assim como raspar ovos para eclosão artificial e para efectuar pequenas trocas de água.


Um dos maiores obstáculos para criar Berghia, como mencionado, é o de fornecer Aiptasia de tamanho adequado. O insucesso do desenvolvimento de juvenis para desenvolverem cerata, é frequentemente atribuído a tentativas de dar como alimento, anémonas que são demasiado grandes para que as Berghia juvenis consigam atacar convenientemente. Anémonas adultas laceradas podem ser uma ajuda na ausência de um fornecimento adequado de Aiptasia pequenas. Abrir fendas/entalhes, ou retalhar a base do pé das anémonas a dar como alimento, abre a porta por assim dizer, para que as pequenas Berghia se comecem a alimentar, assim como facilita a reprodução por laceração do pé deixando cada tecido sossegado tempo suficiente para se regenerar.
Nota: Costuma ser um erro comum e potencialmente fatal cometido por criadores de Berghia, vender proles que são demasiado jovens e demasiado pequenas. Vi espécimes cultivados vendidos tão pequenos que meia dúzia cabiam na ponta de uma borracha de lápis...alguns são mesmo vendidos sem terem cerata bem desenvolvidas! Esta prática é simultaneamente um mau negócio e uma má criação. O aquarista fica aconselhado a suspender o lançamento das suas vendas/negócio/comercio de Berghia criadas tantas semanas quantas as necessárias para oferecer espécimes maiores e mais estáveis. Recomendo o despacho aos 10-12mm de tamanho mínimo.


PF certifiquem-se de que exploram as referências listadas na bibliografia deste artigo para mais conhecimento e perspectiva sobre o género Berghia para aquários.

Anthony Calfo é o autor do livro "Book of Coral Propagation" (2001) and co-autor da série Natural Marine Aquarium series com Robert Fenner [vol. 1 - "Reef Invertebrates" (2003)]. Pode ser contactado diáriamente em WetWebMedia.com via "Ask the Crew a Question", oou por contactos listados em r by the contacts ReadingTrees.com para vendas de livros e informação e também no forum do autor para ReefKeeping e-zine em ReefCentral.com. ou na rubrica Pergunte ao Anthony Calfo no Reefforum.net em www.reefforum.net.



Se tiverem alguma pergunta sobre este artigo, PF visitem a rubrica, Pergunta ao Antthony Calfo em www.reefforum.net



Bibliografia e Recursos de Interesse:


Borneman, E. 1999. Recent observations on Berghia (?) sp. nudibranchs. Aquarium Frontiers online, August 1999 issue.http://www.animalnetwork.com/.../1999/aug/features/1/default.asp
Borneman, E. 1998. Successful rearing of the Aiptasia predator, Berghia verrucicornis. J Maquacult 6(3):49-55.
Carroll, D.J. and S.C. Kempf 1990. Laboratory culture of the aeolid nudibranch Berghia verrucicornis (Mollusca, Opisthobranchia): Some aspects of its development and life history. Biol. Bull. 179: 243-253.
Carroll, D.J. and S.C. Kempf. 1994. Changes occur in the central nervous system of the nudibranch Berghia verrucicornis (Mollusca, Opisthobranchia) during metamorphosis. Biol. Bull. 186: 202-212.
Costa, A. (1867 for 1864). Sui molluschi eolididei del Golfo di Napoli. Ann. Mus. Zool. Napoli, 4(2): 26-37, pls. 1, 2
Fossa & Nilsen. 1996. Korallenriff-Aquarium, Band 5, pp. 269-271.
Humann, P. 1992. Reef Creature Identification. New World Pub., Jacksonville.Pp. 344.
Hunter, T. 1984. The energetics of asexual reproduction in the symbiotic sea anemone Aiptasia pulchella (Carlgren 1943). J. Exp. Mar. Biol. Ecol. 83: 127-147.
Kempf, S.C. 1991. A 'primitive' symbiosis between the aeolid nudibranch Berghia verrucicornis (A. Costa, 1867) and a zooxanthella. J. Moll. Stud. 57: 75-85.
Muller-Parker, G. 1984. Dispersal of zooxanthellae on coral reefs by predators on cnidarians. Biol Bull 167:159-67.
Trench, R. K. 1993. Microalgal-invertebrate Symbioses - A Review. Endocytobiosis Cell. Res. 9: 135-175.
Internet Sources:
http://...library/article/Inland_Aquatics_Aiptasia_Control.html
http://www.bareonline.org/Aiptasia_E...udibranchs.doc
http://www.breeders-registry.gen.ca.us.../berghia_azaa.htm
http://www.reefs.org/library/article/e_borneman.html
http://www.seaslugforum.net/...base=bergverr&id=6472
http://www.seaslugforum.net/bergverraq.htm#m6364
http://slugsite.us/bow/nudiwk06.htm

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